
Na manhã desta quinta-feira (25), o plenário da Câmara Municipal de São Luís sediou a audiência pública “Setembro Amarelo, Se precisar, peça ajuda”, iniciativa proposta pelo vereador Octávio Soeiro (PSB) e aprovada em plenário no início do mês. O encontro reuniu parlamentares, profissionais de saúde, representantes de instituições sociais e conselheiros tutelares em um amplo debate sobre saúde mental e prevenção ao suicídio.
Em sua fala, o vereador Octávio Soeiro destacou a relevância do tema e defendeu a necessidade de transformar os debates em ações concretas.
“Esse é um tema que não pode se restringir ao mês de setembro. Precisamos pensar em saúde mental todos os dias, porque os dados são alarmantes. A cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no mundo. Em São Luís, temos percentuais crescentes, principalmente após a pandemia. É urgente que essa responsabilidade seja compartilhada entre famílias, profissionais e nós, que fazemos políticas públicas”, afirmou.
O parlamentar também anunciou propostas a serem encaminhadas a partir da audiência, como a criação de um Observatório Municipal de Saúde Mental, um canal de escuta telefônica para acolhimento e a defesa da ampliação da telemedicina na rede municipal, facilitando consultas psicológicas e psiquiátricas. Soeiro ressaltou ainda seu projeto de lei que prevê gratuidade no transporte público para pacientes em tratamento de saúde, reforçando o compromisso do seu mandato com a pauta da saúde.
A audiência contou com apresentações técnicas e falas de profissionais e representantes de instituições. A assistente social Mariana Muniz, coordenadora terapêutica do Hospital Estância Bela Vista, explicou sintomas da depressão e sinais de risco de suicídio, além de desmistificar crenças que ainda cercam o tema.
Já a assistente social Ana Cláudia Reis, presidente do IBAS (Instituto Beneficente Albino Soeiro), destacou a importância de um olhar integral sobre a saúde mental. “Não tratamos apenas a doença, mas buscamos resgatar a autoestima, a interação social e a qualidade de vida das pessoas. Muitas vezes, o paciente procura atendimento não apenas pela dor física, mas pela necessidade de ser ouvido e acolhido”, afirmou.
O conselheiro tutelar Carlos Ericeira reforçou a urgência de falar abertamente sobre o suicídio: “O silêncio não salva vidas. Precisamos de conversas abertas, informação e acolhimento. A saúde mental deve ser tratada como prioridade, e a prevenção ao suicídio é uma responsabilidade de todos nós.”
Para o diretor do CAPS AD, Marcelo Soares Costa, é necessário fortalecer as políticas de saúde mental voltadas a crianças e adolescentes:
“Cerca de 98% dos transtornos mentais surgem na adolescência. Se cuidarmos no início, podemos tratar com mais efetividade. Precisamos voltar a olhar para nossos filhos e para a base da sociedade”, pontuou.
Como encaminhamentos, além das propostas legislativas, ficou destacada a importância de capacitar conselheiros tutelares para lidar com questões de saúde mental e ampliar a rede de apoio existente no município.
O vereador Octávio Soeiro concluiu reforçando o compromisso com o tema. “Não podemos mais ficar apenas no debate. É preciso transformar as discussões em políticas públicas que salvem vidas, destacou.
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