Wednesday, 16 de September de 2026
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Urologia reforça cuidado com mulheres e homens

Urologista em Manaus (AM), a Dra. Ketlen Gomes explica que a especialidade atende homens e mulheres em diferentes fases da vida, tratando infecções urinárias recorrentes, cálculos renais, incontinência e alterações prostáticas com tecnologias mais...

16/09/2026 às 17h11
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/IA
Imagem do Magnific/IA

A urologia costuma ser vista como uma especialidade voltada apenas ao público masculino, mas a área acompanha o sistema urinário de homens e mulheres, além do aparelho reprodutor masculino. Infecções urinárias recorrentes, cálculos renais, incontinência urinária e alterações do assoalho pélvico estão entre as condições que também acometem mulheres.

Porém, parte das condições urológicas femininas ainda é identificada tardiamente, muitas vezes por desinformação ou pela associação da especialidade ao público masculino. No Brasil, a incontinência urinária afeta mais de dez milhões de pessoas, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia, Seccional São Paulo (SBUSP). No cenário global, reportagem do Hospital Oswaldo Cruz aponta que a condição atinge 72% das mulheres em todo o mundo.

De acordo com a Dra. Ketlen Gomes, médica urologista, no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de casos urológicos em pacientes de diferentes perfis e idades, mulheres podem apresentar quadros como bexiga hiperativa, alterações do assoalho pélvico e tumores do trato urinário, enquanto homens somam a essas condições problemas relacionados à próstata, disfunções sexuais, infertilidade e alterações testiculares.

"A urologia é uma especialidade que cuida do sistema urinário de homens e mulheres e também do sistema reprodutor masculino. Portanto, não é uma especialidade exclusivamente masculina", afirma a médica.

A especialista destaca que sintomas como dor, sangue na urina, perda involuntária de urina ou alterações na função sexual não devem ser interpretados como consequências inevitáveis do envelhecimento. Segundo ela, o acompanhamento urológico também cumpre papel na investigação de sintomas, na identificação de fatores de risco e na prevenção de complicações, com atenção às diferentes necessidades de cada fase da vida.

Diagnóstico tardio e barreiras culturais

"Muitas mulheres acreditam que perder urina ao tossir, correr ou praticar exercícios é algo que simplesmente precisam aceitar, especialmente após a gestação ou com o envelhecimento. Não é necessário conviver com esse problema em silêncio", diz a urologista. "Existem diferentes causas e possibilidades de tratamento, e a avaliação adequada é fundamental", completa. Dra. Ketlen Gomes acrescenta que infecções urinárias recorrentes merecem o mesmo cuidado, com investigação das causas em vez do tratamento isolado de cada episódio.

A baixa presença de mulheres à frente da especialidade também contribui para o distanciamento do público feminino em relação ao urologista. Levantamento citado pelo Estadão mostra que apenas duas em cada cem profissionais da área são mulheres no país, enquanto levantamento feito pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aponta que, em 2022, havia 33 homens para cada mulher entre os médicos especialistas em urologia no Brasil.

Tecnologia auxilia nas opções de tratamento

Nos últimos anos, a urologia passou a contar com técnicas cada vez mais precisas e individualizadas. Para a Dra. Ketlen Gomes, procedimentos que antes exigiam cirurgias abertas hoje podem ser realizados por métodos endoscópicos, laparoscópicos ou robóticos, a depender da doença e das características de cada paciente.

No tratamento de cálculos urinários, condição que atinge cerca de 10% da população, conforme dados da USP, equipamentos atuais permitem tratar pedras nos rins com pequenas incisões ou nenhuma incisão externa em diversos casos. Na oncologia, técnicas minimamente invasivas e a cirurgia robótica ampliaram a possibilidade de realizar procedimentos complexos com maior precisão em pacientes selecionados.

"É importante fazer uma ressalva: tecnologia não significa automaticamente melhor tratamento para todos. A escolha deve ser individualizada. O melhor procedimento é aquele que oferece segurança e bons resultados para aquela pessoa, naquela situação clínica", pondera a médica, que também cita avanços em métodos de imagem, terapias medicamentosas e estratégias voltadas à preservação da função urinária, sexual e reprodutiva.

Informação é o caminho para o acesso ao cuidado

Para a urologista, ampliar o acesso ao cuidado depende, antes de tudo, de mudanças na forma como a especialidade é compreendida pela população. "Precisamos mostrar que urologia não é sinônimo de próstata. É importante que as pessoas saibam que sintomas urinários, alterações na função sexual, perda de urina, infecções urinárias recorrentes, cálculos renais e alterações do trato urinário também fazem parte da atuação do urologista, inclusive entre mulheres", reforça.

A especialista ressalta ainda que procurar o urologista nem sempre significa a necessidade de cirurgia, já que parte do trabalho consiste em avaliar, orientar e acompanhar o paciente, indicando um procedimento apenas quando ele é necessário. Reduzir o constrangimento em relação a temas como sexualidade, incontinência e infertilidade, informa, é outro fator que pode aproximar mais pacientes do acompanhamento adequado, assim como políticas que ampliem o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento nas redes pública e privada.

A Dra. Ketlen Gomes projeta para os próximos anos uma urologia mais personalizada, com maior integração entre dados clínicos, exames de imagem e ferramentas de apoio ao diagnóstico, além da evolução contínua das técnicas minimamente invasivas voltadas à preservação de funções como continência, atividade sexual e fertilidade.

Para a médica, no entanto, a principal mudança não deve ser apenas tecnológica. "Precisamos ampliar o entendimento de que a saúde urológica pertence a todos. A mulher precisa reconhecer o urologista como um profissional que também pode fazer parte do seu cuidado, assim como o homem precisa compreender que saúde urológica vai muito além da próstata", acentua.

Para mais informações, basta acessar: https://draketlengomes.com.br/

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