
O crescimento do Terceiro Setor no Brasil vem ampliando os desafios relacionados à gestão de pessoas em fundações e organizações da sociedade civil (OSCs). A atuação conjunta de voluntários, aprendizes, prestadores de serviço, empregados com carteira assinada e dirigentes remunerados exige atenção à legislação vigente. Para especialistas em Direito do Trabalho, a falta de clareza sobre os limites legais pode expor essas organizações a riscos de passivos trabalhistas.
Segundo o advogado Tomáz de Aquino Resende, a confusão mais comum ocorre na distinção entre trabalho voluntário e vínculo empregatício. “Enquanto o voluntariado, regido pela Lei nº 9.608/98, não pode envolver remuneração e deve ser formalizado por um termo de adesão, muitas organizações acabam exigindo habitualidade e subordinação, características de um contrato de trabalho”, afirma. “Outro ponto crítico é a remuneração de dirigentes, permitida, desde que siga regras previstas na legislação que rege a certificação obtida pela Organização, além da previsão no Estatuto Social”.
Para o jurista, a boa-fé e a busca por economia de recursos, embora compreensíveis, não protegem as instituições de ações judiciais. “Muitas organizações, para otimizar recursos, acabam criando o que chamamos de ‘vínculo de fato’. Contratam um profissional como Pessoa Jurídica (PJ), mas exigem horário fixo e dão ordens diretas, ou oferecem uma ‘ajuda de custo’ a um voluntário que, na prática, funciona como salário. A Justiça do Trabalho analisa a realidade dos fatos e não apenas o que está no papel. A falta de formalização adequada é um risco que pode comprometer a sustentabilidade financeira de projetos inteiros”, adverte.
A prevenção, segundo o especialista, passa por um diagnóstico jurídico e pela implementação de políticas claras de gestão de pessoas. Isso inclui a elaboração de contratos corretos para cada tipo de vínculo, a formalização do trabalho voluntário e o cuidado para não o descaracterizar, além da assessoria jurídica na definição da remuneração de diretores.
“A linha que separa o voluntário engajado do empregado sem registro é tênue, mas suas consequências jurídicas são gigantescas. Cabe destacar, também, que um dirigente pode ser remunerado, mas a transparência e o cumprimento dos requisitos legais são inegociáveis para não configurar distribuição disfarçada de lucro, o que pode levar à perda de imunidades tributárias”, complementa o advogado. “O investimento em governança trabalhista, portanto, não é um custo, mas uma proteção essencial para que as OSC’s possam focar no que fazem de melhor: gerar impacto social”, finaliza.
Educação Escolas de SP usam quadrinhos, conversas para ensino da história afro
Piauí Biblioteca da Uespi adota critérios para recebimento de doações como forma de preservar acervo
Piauí Novo programa do Governo do Piauí garante futuro a jovens em áreas estratégicas do mercado de trabalho
Piauí Estudantes revivem clássicos literários em atividades do Clube de Leitura Seduc
Políticas Públicas Maranhão lança 'Transporte Escolar de Verdade' para beneficiar $82$ mil estudantes
Enem 2025 Belém, Ananindeua e Marituba terão aplicação do Enem 2025 no domingo
Piauí Seduc divulga resultado da Gincana Acelera Saeb 2025 e premia 189 escolas da rede pública estadual
Educação Uece promove lançamento e debate do livro “A Produção da Fábula do Agronegócio no Brasil”
Agricultura Familiar Governo do Piauí destina mais de R$ 30 milhões em aquisição de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar Mín. 22° Máx. 39°