
Comemorado oficialmente nesta 1 de agosto, o Dia Mundial da Amamentação marca mais de três décadas de mobilização global em prol do aleitamento materno. A data foi instituída em 1991 pela Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA), durante um evento realizado em Nova Iorque, com o propósito inicial de celebrar e impulsionar a Declaração de Innocenti.
Aprovada em 1 de agosto de 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a declaração destaca o papel fundamental da amamentação no combate à mortalidade infantil.
Para ampliar o alcance da iniciativa, a WABA criou em 1992 a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), celebrada anualmente de 1 a 7 de agosto. No Brasil, o Ministério da Saúde lidera as ações dessa pauta desde 1999, promovendo campanhas temáticas, distribuindo materiais informativos e prestando apoio a secretarias de saúde, hospitais e organizações não governamentais.
Todo o esforço integra o movimento nacional conhecido como Agosto Dourado, mês dedicado a conscientizar a população sobre a relevância do leite materno — cujo tom dourado simboliza o padrão "ouro" de qualidade nutricional do alimento.
A recomendação oficial da OMS é categórica: nos primeiros seis meses de vida, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com leite materno. No entanto, a realidade global ainda aponta grandes desafios.
Dados do Unicef revelam que apenas quatro em cada dez bebês no mundo recebem esse tipo de alimentação no período indicado.
Diante desse cenário, a campanha também atua para fortalecer a doação de leite humano, uma alternativa vital para nutrir crianças que não podem ser amamentadas por suas mães biológicas.
No Brasil, esse trabalho é centralizado na Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH–BR), responsável por coletar, processar e distribuir o alimento para recém-nascidos prematuros ou abaixo do peso que permanecem internados em unidades neonatais.
Além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho, o aleitamento materno supre todas as necessidades nutricionais da criança no primeiro semestre de vida, sendo um pilar para o seu desenvolvimento. Entre os principais benefícios comprovados estão:
Desenvolvimento infantil: Estimula o crescimento saudável, o desenvolvimento cerebral e o sistema imunológico.
Prevenção de doenças: Reduz significativamente os riscos de o lactente desenvolver condições como obesidade e diabetes no futuro.
Saúde materna: A prática também protege a mulher, diminuindo o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.
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