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Polícia Civil conclui inquérito contra homem que gravava e vendia vídeos íntimos em Teresina

José Cleuton da Silva foi indiciado por crimes do Código Penal e do ECA; investigações apontam que ele usava pasta adaptada e robôs virtuais para comercializar as imagens

03/07/2026 às 13h03
Por: Portal Verdes Campos Sat
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Polícia Civil conclui inquérito contra homem que gravava e vendia vídeos íntimos em Teresina

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigou José Cleuton da Silva, de 48 anos, preso em Teresina sob a suspeita de gravar e comercializar vídeos de relações sexuais sem o consentimento das vítimas. O relatório final com o resultado das investigações foi oficialmente encaminhado ao Poder Judiciário.

José Cleuton foi preso no dia 29 de maio de 2026, após a polícia descobrir que ele agia de forma premeditada para registrar e lucrar com a intimidade das mulheres de forma oculta.

De acordo com informações do delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o investigado foi indiciado por graves violações legais com base no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):

Artigo 218-B (Código Penal): Favorecimento da exploração sexual de adolescentes.

Artigo 218-C (Código Penal): Divulgação, transmissão ou venda de cenas de sexo ou pornografia sem o consentimento da vítima.

Artigo 241-A (ECA): Divulgação, distribuição ou compartilhamento de conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente.

A investigação policial detalhou que os encontros e as gravações ilícitas ocorreram há mais de 10 anos. Para registrar as imagens sem levantar suspeitas, o homem utilizava uma pasta de documentos adaptada, confeccionada com um furo estratégico e um suporte interno projetado para esconder o celular.

Após a captação ilegal do conteúdo, José Cleuton gerenciava um esquema tecnológico para a monetização das imagens: os vídeos eram comercializados de forma automatizada por meio de robôs virtuais (bots) configurados em um aplicativo de mensagens.

Ao todo, as equipes do DRCC localizaram e colheram o depoimento de seis mulheres afetadas pelo crime. O delegado explicou o desdobramento das acusações com base na idade que as vítimas tinham na época em que foram filmadas:

"Das seis vítimas que nós colhemos os depoimentos, na época dos fatos, elas eram menores de 18 anos. Acabou respondendo por divulgação de cenas de sexo sem autorização envolvendo adolescentes. Das seis, quatro eram menores e duas maiores de idade. Responde também pelo crime de exploração sexual de adolescentes, tendo em vista que há um favorecimento financeiro dele após relação sexual dele com pelo menos duas das vítimas", pontuou o delegado Luciano Alcântara.

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