
O início de julho será marcado por mudanças importantes nas condições do tempo em boa parte do país. Entre quarta-feira (1º) e sexta-feira (3), uma nova frente fria provocará temporais na Região Sul e avançará em direção ao Sudeste. Na retaguarda desse sistema, uma intensa massa de ar polar derrubará as temperaturas, aumentando significativamente o risco de geadas em áreas produtoras.
Para o agronegócio, o principal alerta está no Sul, onde a chuva ganhará força entre quarta e quinta-feira, trazendo rajadas de vento e acumulados elevados principalmente para Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sul do Paraná. Essas precipitações podem interromper temporariamente os trabalhos de campo, dificultando operações de colheita, transporte e manejo.
Na sexta-feira, com o afastamento da frente fria e a chegada do ar polar, as geadas devem atingir o Rio Grande do Sul, o interior e a Serra de Santa Catarina e o sul do Paraná, exigindo atenção redobrada de produtores de hortaliças e frutas.
No Sudeste, o tempo permanecerá firme até quinta-feira, com tardes quentes e baixa umidade relativa do ar no interior paulista e mineiro, o que favorece o andamento das atividades agrícolas. A mudança no cenário acontecerá na sexta-feira, quando a frente fria alcançará o litoral de São Paulo e o estado do Rio de Janeiro.
Há previsão de chuva sobre o sul e litoral paulista — incluindo o Vale do Ribeira, a Baixada Santista e a Região Metropolitana —, além do Rio de Janeiro e do litoral sul do Espírito Santo. Logo em seguida, a massa de ar frio derrubará as temperaturas em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, proporcionando uma tarde bem mais fria no encerramento da semana.
Nas demais regiões do país, o panorama é de predomínio de tempo seco. No Centro-Oeste, o cenário continua favorável para as atividades de campo com tempo firme na maior parte da semana, havendo possibilidade apenas de pancadas isoladas no Mato Grosso do Sul. Contudo, a baixa umidade do ar segue preocupante em Goiás, Mato Grosso e Tocantins, onde os índices podem ficar abaixo de 20% nas horas mais quentes, elevando o risco de incêndios.
Da mesma forma, no Nordeste, a chuva permanecerá concentrada na faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia — com maiores volumes entre Salvador e Ilhéus —, enquanto o interior nordestino seguirá seco, com temperaturas elevadas e risco de queimadas. Por fim, a Região Norte continuará registrando calor e alta umidade, favorecendo pancadas de chuva e temporais isolados sobre o Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, ao passo que Rondônia, Tocantins e o sul paraense manterão o tempo seco e a atenção voltada para os incêndios florestais.
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