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MP-MA interdita parte de clínica no Renascença após encontrar irregularidades

Fiscalização encontrou mofo, medicamentos vencidos e lixo infectante; centro cirúrgico, UTI neonatal e farmácia foram fechados.

26/06/2026 às 15h38
Por: Fabio Brito Fonte: G1 Maranhão
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MP-MA interdita parte de clínica no Renascença após encontrar irregularidades

Uma unidade de saúde localizada no bairro Renascença, em São Luís, foi parcialmente interditada na manhã desta (26), após uma fiscalização do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Segundo a Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor, o local não tinha condições adequadas de funcionamento.

A inspeção foi motivada por denúncias recebidas pelo Ministério Público e contou com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária, do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) e do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).

Durante a fiscalização, foram encontradas diversas irregularidades. Por causa dos problemas, o centro cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e a farmácia central foram interditados.

De acordo com a promotora Lítia Cavalcante, o Corpo de Bombeiros identificou problemas na rota de fuga da unidade. O 4º andar também foi interditado.

A promotora afirmou que as situações mais graves foram encontradas na farmácia central, com medicamentos vencidos, e no centro cirúrgico e na UTI neonatal, que apresentavam mofo, sinais de abandono e materiais com prazo de validade vencido.

Todas as salas de cirurgia foram interditadas. A área de assepsia também foi fechada. Segundo a promotora, a parte hospitalar da unidade não tem condições de funcionar neste momento.

“A parte hospitalar não tem condições. É perigoso receber qualquer tipo de paciente em um lugar com mofo, ácaro e esse tipo de desorganização”, afirmou a promotora.

A área ambulatorial, que funciona no térreo, não foi interditada. Segundo Líia Cavalcante, não foram encontrados problemas nesse setor. Os consultórios também seguem funcionando.

Do lado de fora da unidade, a fiscalização identificou acúmulo de lixo infectante. Segundo a promotora, a administração já havia sido notificada anteriormente, mas não tomou providências.

“O primeiro lugar que eu fui foi o acúmulo de lixo hospitalar, lixo infectante, que já estava quase da minha altura”, disse.
A promotora afirmou ainda que a unidade tem uma boa estrutura física, mas apresenta problemas de funcionamento. Para ela, a situação encontrada expõe pacientes e profissionais a riscos.

“Para quem está com a saúde vulnerável, é muito perigoso. Por isso, hoje, a parte hospitalar está fechada”, declarou.
Segundo Lítia Cavalcante, o Ministério Público, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária, o Conselho Regional de Medicina e o Conselho Regional de Enfermagem já haviam solicitado posicionamento e providências à administração da unidade, mas não receberam resposta.

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