
A área afetada pela seca no Maranhão aumentou de 20% para 28% entre abril e maio deste ano, segundo dados divulgados pelo Monitor de Secas. O estado está entre as 11 unidades da Federação que registraram avanço do fenômeno no período analisado.
Apesar do aumento da área atingida, a intensidade da seca permaneceu estável. De acordo com o levantamento, o Maranhão registrou apenas seca fraca, considerada a categoria mais branda da escala utilizada pelo monitoramento. Não houve ocorrência de seca moderada, grave ou extrema no estado.
O avanço da seca no Maranhão acompanha uma tendência observada em parte das regiões Norte e Centro-Oeste do país. No cenário nacional, a área total afetada pelo fenômeno passou de 3,43 milhões para 4,21 milhões de quilômetros quadrados entre abril e maio, o equivalente a 50% do território brasileiro. No mês anterior, esse percentual era de 41%.
Enquanto estados como Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte registraram redução da área atingida pela seca, o Maranhão apresentou crescimento do fenômeno. Em relação à severidade, no entanto, o cenário maranhense permaneceu inalterado, com manutenção do quadro de seca fraca em todas as áreas afetadas.
Segundo o Monitor de Secas, outros estados do Nordeste também tiveram estabilidade na intensidade do fenômeno, como Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Já Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins registraram agravamento da seca entre abril e maio.
O levantamento aponta ainda que o Sudeste apresentou o quadro mais severo do país em maio, sendo a única região com registro de seca grave. Já o Sul teve o maior percentual de área afetada, com 84% do território sob influência do fenômeno.
Monitor de Secas
O Monitor de Secas é uma ferramenta de acompanhamento contínuo que avalia a evolução e a intensidade da seca em todo o território nacional. O trabalho considera indicadores climáticos, como déficit de chuvas, além dos impactos observados no curto e no longo prazo.
Os dados são utilizados por órgãos públicos para subsidiar ações de planejamento e formulação de políticas de enfrentamento à seca. O mapa é atualizado mensalmente por uma rede de instituições parceiras e permite acompanhar a situação dos 26 estados e do Distrito Federal.
Criado em 2014, inicialmente para monitorar a região Nordeste, o projeto passou a abranger todo o Brasil em dezembro de 2023, com a inclusão do Amapá. Atualmente, é uma das principais referências nacionais para o acompanhamento dos efeitos da estiagem no país.
ACIDENTE Família procura informações sobre motorista após acidente na Barragem do Bacanga
Injúria Ministério Público do Maranhão denuncia vendedora ambulante por injúria racial contra mototaxista
Ocorrência Homem sobe em telhado de escola e mobiliza equipes de resgate na Cohab, em São Luís
Mín. 22° Máx. 36°