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Secretário de saúde rejeita proposta de reabertura do pronto-socorro do HGV em Teresina-PI

Dirceu Campelo afirma que medida é inviável técnica e fisicamente, contrariando os princípios regulamentares do SUS para hospitais de alta complexidade

20/06/2026 às 16h00
Por: Portal Verdes Campos Sat
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Secretário de saúde rejeita proposta de reabertura do pronto-socorro do HGV em Teresina-PI

O secretário estadual de Saúde, Dirceu Campelo, posicionou-se de forma contrária à proposta de reabertura do Pronto-Socorro do Hospital Getúlio Vargas (HGV), estrutura que foi desativada há 18 anos. De acordo com o gestor da pasta, a reabertura da unidade de pronto-atendimento não possui viabilidade técnica e caminharia em sentido oposto aos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário explicou que as diretrizes do SUS preconizam que o atendimento inicial de urgência e emergência deve ser concentrado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), enquanto instituições como o HGV são classificadas como hospitais terciários, cuja função regulamentar é receber pacientes de alta complexidade de maneira estritamente referenciada.

A manifestação pública do secretário de Saúde ocorreu logo após a Câmara Municipal de Teresina aprovar um requerimento formal que solicitava ao governo do estado do Piauí a reativação do pronto-socorro estadual para a realização de atendimentos emergenciais na capital. A proposta legislativa, de autoria do vereador Pedro Alcântara (Progressistas), obteve 14 votos favoráveis e contou com apenas dois votos contrários, apresentados pelos vereadores Dudu e João Pereira, ambos parlamentares integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

O Pronto-Socorro do HGV foi oficialmente fechado no dia 21 de agosto de 2008, data em que os serviços de urgência e emergência deixaram de ser a referência da instituição e foram transferidos integralmente para o então recém-inaugurado Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A partir daquela modificação estrutural, o HGV passou a atuar focado como um hospital de alta complexidade e direcionado para a execução de cirurgias eletivas.

Além dos argumentos normativos do SUS, Dirceu Campelo ressaltou que a reativação é inviável do ponto de vista físico, visto que o espaço onde antigamente funcionava o pronto-socorro do Getúlio Vargas foi totalmente reestruturado e hoje abriga um centro cirúrgico com três salas, duas salas de hemodinâmica e 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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