
Uma ossada foi encontrada dentro de um saco plástico em frente ao túmulo do idoso Sebastião da Conceição, de 86 anos, no Cemitério da Matinha, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. O local é o mesmo de onde os restos mortais do idoso haviam desaparecido meses atrás.
Sebastião faleceu em outubro do ano passado, após 15 anos acamado por problemas de saúde. Segundo a família, o desaparecimento do corpo ocorreu em etapas, marcadas por atos de vandalismo.
A administração do cemitério registrou um boletim de ocorrência após o túmulo ser encontrado aberto. Na ocasião, o corpo ainda estava no local. Um mês depois, a sepultura foi violada novamente, e o caixão foi encontrado completamente vazio.
À TV Mirante, a filha do idoso, Silvana Lisboa da Conceição, relatou o sentimento de impotência da família. Segundo ela, o pai era um homem tranquilo e sem desavenças. Silvana classificou o crime como "incompreensível" e comparou a situação a um rapto, cobrando respostas das autoridades.
A ossada encontrada nesta semana foi recolhida e encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para análise detalhada. Segundo o delegado Jader Alves, responsável pelo caso, os próximos passos da investigação dependem do laudo pericial.
A polícia aguarda a confirmação técnica de que os ossos são humanos para, em seguida, determinar se o material pertence a Sebastião.
Em entrevista à TV Mirante, o advogado Eduardo Cruz explicou que o cemitério sofre com a falta de recursos. Segundo ele, embora o local exiba a identidade visual de um cemitério municipal, ele é administrado de forma comunitária e privada.
A manutenção do espaço depende de uma taxa paga pelas famílias dos sepultados. No entanto, o advogado afirma que a inadimplência no local ultrapassa 80%. A arrecadação atual mal cobre os custos básicos de limpeza, energia e pagamento de coveiros, o que inviabiliza a instalação de um sistema de câmeras de segurança.
A Prefeitura de São José de Ribamar informou, por meio de nota, que a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária enviarão uma equipe técnica ao cemitério para avaliar possíveis riscos à saúde pública devido à exposição da ossada.
O município informou ainda que vai intensificar as rondas de segurança no local, que, segundo a prefeitura, já ocorrem de forma periódica.
A prefeitura também afirmou que acionou as autoridades policiais e adotou as medidas cabíveis para tentar identificar e responsabilizar os autores do vandalismo e da profanação da sepultura.
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