
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), deu início ao monitoramento das chuvas e o impacto delas nos territórios maranhenses. A ação tem por objetivo orientar a população sobre as medidas de prevenção e proteção contra as doenças transmitidas no contexto das enchentes e inundações.
"As ações visam antever cenários de crise, evitando o adoecimento da nossa população. Para isso realizamos o monitoramento, estabelecendo diálogo com gestores e equipes técnicas locais", disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
O monitoramento das chuvas inclui trabalho conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde (Semus), bem como com a Defesa Civil Estadual e ações de apoio aos municípios. A meta é minimizar os impactos causados pelas chuvas, cuja intensidade é maior no período de março a maio, resguardando a saúde da população. Além disso, quando necessário, realiza ações com a Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), como em Afonso Cunha, que decretou emergência em saúde púbica após as fortes chuvas.
Em situações de emergência, é essencial tomar cuidado com a água, alimentos e com a higiene. Muitas doenças podem ser transmitidas, como a leptospirose, o tétano, a hepatite A, doenças diarreicas agudas, além das arboviroses dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Também é fundamental se proteger contra animais peçonhentos, que surgem em locais de enchentes e destroços.
Sintomas e medidas
De acordo com o médico infectologista Bernardo Bastos Wittlin, as chuvas aumentam os pontos de contato entre esgoto com fontes de água de consumo humano ou de uso recreacional. "De modo geral, é necessário ter atenção para as fontes de água de consumo humano, ferver, filtrar, e também com os locais de banho usados para recreação, pois podem estar poluídos. Outra questão é referente à leptospirose, que com contato da pele com águas de enchente, a bactéria entra pela pele, por isso a atenção não só evitar entrar enchente como depois da enchente quando há o acúmulo dela", afirmou.
Os principais sintomas que apontam para o adoecimento decorrente de enchentes e alagamentos são febre, náuseas e vômitos, dor abdominal, dor de cabeça, diarreia, sangue ou muco nas fezes. Se algum deles surgirem no intervalo de até 24 horas, a recomendação é procurar atendimento médico sem demora.
Para prevenir a ingestão de água contaminada, por exemplo, a SES irá distribuir frascos de hipoclorito de sódio nos locais afetados pelas chuvas. Com duas a quatro gotas do produto, em uma concentração de 2 a 2,5% para cada 1 litro de água, é possível filtrar a água com uso de um filtro doméstico de papel ou de pano, misturar bem e aguardar 30 minutos antes de consumir. Vale destacar que a solução deve ser guardada dentro de um recipiente não transparente, como pote de barro ou garrafa térmica.
Em caso de doenças diarreicas agudas, a recomendação é manter-se hidratado e alimentado durante os episódios para evitar desidratação. Entretanto, ao constatar qualquer sinal de desidratação sem a pessoa conseguir tomar líquido, deve-se procurar atendimento médico imediato, passar pela avaliação e então receber a assistência adequada.
Além destas recomendações, o governo orienta não nadar em locais de enchente ou alagamento, cobrir cortes ou arranhões com bandagens à prova de água, usar luvas e galochas, não consumir alimentos industrializados e embalados em latas de metal que estejam danificadas ou em locais considerados inseguros.
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