
Com o compromisso de promover a justiça social e resgatar histórias ancestrais, o Instituto de Terras do Piauí (Interpi) deu início à regularização fundiária nas comunidades quilombolas Custaneira e Mutamba, em Paquetá do Piauí. Esta ação colabora com a preservação cultural e o fortalecimento das raízes históricas das comunidades, garantindo segurança jurídica, sustentabilidade ambiental e acesso a oportunidades de desenvolvimento econômico.

O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, destacou a relevância desse processo. “Estamos dando mais um passo para assegurar que as comunidades quilombolas piauienses possam ter acesso a direitos, cidadania e oportunidades. A regularização fundiária entrega muito mais que um documento - é a chave para abrir portas para o futuro, preservando o passado e valorizando o presente. Seguiremos como referência nacional nessa importante política pública”, afirmou.
Na comunidade Custaneira Tronco, formada por 45 famílias, o trabalho tem um significado ainda mais profundo. Pai Naldo, mestre do quilombo, conta que a origem da comunidade remonta ao período em que negros libertos encontraram na região um refúgio propício para a sobrevivência, em razão da abundância de água. Hoje, essa história ecoa nas rodas de leseira, no samba de cumbuca, de São Gonçalo, de São Benedito e no reisado, que são preservados com orgulho.
“A força da ancestralidade nos guia diariamente para educar e fortalecer os valores que consideramos o maior presente e tesouro deixados pelos nossos antepassados”, disse Pai Naldo. Ele também destacou o papel central do terreiro de religião de matriz africana, a Casa de Guerreiro Caboclo de Oxóssi, como base espiritual e cultural da comunidade.
“O terreiro é o coração da nossa ancestralidade e é nele que mantemos viva a nossa conexão com quem veio antes de nós”, completou. A comunidade também organiza anualmente o Encontro de Terreiros do Piauí, atraindo povos de toda a região e outros estados do país.

Saullo Lopes, diretor de Povos e Comunidades Tradicionais do Interpi, ressaltou a importância da ação para a promoção da dignidade e do pertencimento. “As comunidades quilombolas carregam uma história de resistência e sabedoria. A regularização fundiária é uma ferramenta essencial para que essas comunidades possam buscar investimentos, participar de editais e assegurar que suas tradições e modos de vida sejam respeitados e valorizados”, afirmou.
Geral Mega-Sena acumula para R$ 75 milhões; confira os números sorteados
Legislativo - MS Lei: Mato Grosso do Sul normatiza combate ao idadismo
Legislativo - MS ALEMS vota projeto que amplia direitos de servidores do Poder Judiciário
Campanha Júlio Arcoverde reforça defesa de energia mais barata e saneamento básico no Piauí
Eleições SSP altera horário da proibição de venda e compra de bebidas alcoólicas no Piauí
Saúde Canetas emagrecedoras podem afetar pele, cabelo e músculos? Especialistas explicam como reduzir impactos
Incêndio Fogo destrói veículos e mobiliza Corpo de Bombeiros na Zona Leste de Teresina
Assalto Populares atingem suspeitos com pedras e impedem roubo a casal em Juazeiro do Norte (CE)
São Paulo Museu da Imagem e do Som abre inscrições nesta quarta (30) para o projeto ‘São Paulo em Curtas 2026 – MIS em Cena’ Mín. 25° Máx. 40°