
O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), unidade vinculada à Secretaria da Saúde (Sesapi), realizou, nesse sábado (9), o I Simpósio de Reabilitação no AVC. Profissionais de diferentes áreas da saúde puderam compartilhar as inovações e estratégias aplicadas na reabilitação de pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral.
Nessa primeira edição, o evento teve como foco o atendimento multidisciplinar e o público era formado por estudantes e gestores da saúde. A programação incluiu abordagens da medicina de reabilitação, neurologia, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e enfermagem na terapia pós-AVC.
Para o neurologista e diretor do Centro de Ensino e Pesquisa do Ceir, Leonardo Halley, a ideia é capacitar novos profissionais e a sociedade sobre os avanços que existem no tratamento pós-AVC.
“O Ceir é referência no modelo de atendimento que pensa o indivíduo em todas suas capacidades e isso é fundamental para o sucesso da vida pós-AVC. Por isso, o simpósio se consolida como um compromisso nosso enquanto centro de saúde pública para contribuir na formação de gestores, profissionais e comunidade civil para uma doença tão presente no Brasil e no mundo, que impacta direta e indiretamente uma quantidade enorme de pessoas”, reforça o médico.
Durante o evento, o médico neurologista Irapuá Ferreira Ricarte apresentou palestra com tema “AVC Isquêmico: uma corrida contra o tempo”. O médico reforçou a importância de informar toda a sociedade sobre a gravidade do AVC. “Atualmente é uma das doenças que mais mata ou deixa sequelas no Brasil. Então, é preciso conhecer a patologia para fornecer a readaptação adequada e que toda a equipe de saúde saiba orientar bem os pacientes, pois existe tratamento para casos de AVC agudo. Lembrando que quanto mais rápido for tratado, maior será a chance de garantir mais qualidade de vida”, pontua o profissional.
O enfermeiro e coordenador de UTIs no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, Railan Alves, destacou a abordagem multidisciplinar do simpósio.
“Não é só o enfermeiro ou neurologista que atua na reversão das sequelas e melhora da qualidade de vida futura do paciente. A abordagem multiprofissional é essencial no tratamento pós-AVC. Aqui no simpósio, por exemplo, tanto a fonoaudióloga quanto a nutricionista apontaram a importância de se tratar a disfagia, a capacidade de deglutir, para a recuperação do paciente”, explica o gestor.
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