
Um impasse familiar que se desdobrou em um drama judicial mobiliza os órgãos de proteção e a segurança pública no município de Campo Maior, no Piauí. A mãe, Francisca Maria, acusa a própria progenitora, avó materna da criança, de reter indevidamente a sua filha, uma menina de cinco anos.
Segundo Francisca, o conflito se intensificou após ter sido expulsa da residência familiar, momento em que foi impedida de ver e de se comunicar com a criança, que atualmente se encontra em período de férias escolares.
Diante do bloqueio imposto pela família, a mãe deu início a uma série de medidas legais na tentativa de reaver o convívio com a menina. A mãe já registrou dois boletins de ocorrência junto à Delegacia de Polícia Civil local e ingressou com uma ação na Defensoria Pública para pleitear a tutela e a busca e apreensão da menor. Segundo ela, os avós mantêm a criança sob custódia de forma completamente ilegal, haja vista a ausência de qualquer decisão judicial que formalize a guarda ou retire os direitos maternos.
Apesar da gravidade do relato, a resolução do caso enfrenta gargalos burocráticos. Francisca afirma que aguarda há cerca de 20 dias um posicionamento mais efetivo das autoridades judiciais. O Conselho Tutelar da cidade informou que necessita de um mandado judicial de busca e apreensão para poder intervir e efetuar a retirada da criança do imóvel dos avós.
Em meio à dor da separação forçada, a mãe faz um apelo público para que a Justiça conceda agilidade ao processo e garanta o reestabelecimento de seus direitos e o retorno de sua filha.
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