
Cirurgia para retirada dos órgãos foi realizada na última quarta-feira (14)
O Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Limoeiro do Norte, realizou a quinta captação de órgãos do ano. Foram captados, na última quarta-feira (14), um rim e um fígado, que foram levados para serem implantados em receptores em unidades transplantadoras. Ao todo, 12 profissionais estiveram envolvidos no procedimento.
O helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), fez o transporte dos órgãos até Fortaleza. A captação foi articulada pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

Agilidade é fundamental para o sucesso do procedimento
De acordo com Samuel Araújo, enfermeiro da CIHDOTT, uma comissão atua há cerca de um ano com pacientes do Litoral Leste e Vale do Jaguaribe que têm a possibilidade de doação de órgãos: “está cada vez mais presente esse tipo de acontecimento na nossa unidade por sermos porta aberta de trauma. Essa comissão é responsável por fazer todo o acompanhamento desses pacientes e viabilizar o processo de doação de órgãos. É um procedimento em que atuam diversas frentes, em que trabalhamos juntamente com a Central Estadual de Transplantes e apoio da Ciopaer, bem como de toda a cadeia hospitalar que faz acontecer a viabilização dessas doações: centro cirúrgico, NAC, segurança, manutenção e equipe assistencial da UTI”.
Participaram do procedimento, os cirurgiões João Ivo Xavier e Caroline Nobre, além dos enfermeiros Bartolomeu Feitosa e Cristefânia Lima, que fazem parte da Central Estadual de Transplantes. A equipe do HRVJ foi composta pela médica anestesista Tassia Arcanjo, pelo enfermeiro Hugo Leonardo Guimarães, pelas técnicas instrumentadoras Daiane Barbosa e Lidiane Saraiva, além dos técnicos circulantes Daiane Nogueira e Jonas de Andrade. O enfermeiro Samuel Araújo representou a CIHDOTT. Também esteve presente o médico residente em cirurgia geral Diego Fontenele.

Os órgãos foram transportados pelo helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer); processo envolve muitos profissionais
Para doar órgãos, basta que a pessoa deixe a família ciente do seu desejo. Caso algo aconteça e essa pessoa chegue a sofrer uma morte encefálica, a família é quem vai autorizar a doação. Os órgãos que podem ser transplantados no Ceará são: rim, fígado, córneas, pâncreas, coração e pulmão. Um único doador pode salvar até seis vidas. Em 2024, o Ceará já realizou 1.146 transplantes de órgãos e tecidos. Já em 2023, foram ao todo 1.712 procedimentos.
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