
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (14), o veto total ( VET 34/2022 ) ao projeto que permite aos estudantes da zona rural dividir seus meses de ensino entre aulas teóricas em sala de aula e atividades práticas no campo ( PLC 184/2017 ). De acordo com as justificativas para o veto , decidido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em junho do ano passado, a matéria seria inconstitucional e contrária ao interesse público por considerar essa opção apenas para as “escolas de campo”.
O texto previa incluir essa metodologia na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB — Lei 9,394, de 1996 ). A metodologia conhecida como pedagogia da alternância prevê que, durante duas semanas do mês, os jovens aprendam na escola conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola. Na quinzena seguinte, os estudantes teriam a oportunidade de aplicar esses conhecimentos no campo, geralmente em propriedades familiares ou nos arredores da escola.
O documento enviado ao Congresso registra que o Ministério da Educação recomendou veto integral porque a matéria “contraria o interesse público e incorre em vício de inconstitucionalidade ao substituir a expressão 'escolas rurais' pela expressão 'escolas do campo', de sentido mais restrito, pois estas se referem somente às escolas situadas em ambientes rurais e que se enquadram na modalidade de educação do campo, enquanto aquelas podem se enquadrar nas modalidades de educação do campo, de educação escolar indígena e de educação escolar quilombola”.
Senado Federal Crimes graves contra mulheres podem se tornar imprescritíveis
Senado Federal Projeto cria semana de economia circular para estimular consumo sustentável
Senado Federal Lei garante acesso de crianças e adolescentes à saúde mental no SUS Mín. 21° Máx. 33°