
No dia 25 de julho, Renata Oliveira, de 28 anos, natural de São Luís, começou a sentir um mal-estar. Grávida de nove meses e portadora de diabetes tipo 1, precisou ir às pressas para a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (Macma), unidade que integra a rede materna da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Após o atendimento e com Helena nos braços, ela contou com o apoio dos profissionais na promoção, proteção e apoio à amamentação.
Passado o susto, Renata Oliveira recebeu no colo a filha caçula, Helena. Mãe também de Asaf Benício, ela descreveu a maternidade: “O amor só multiplica”. E completou: “É muito gratificante ter essa experiência de novo”.
Na Macma, diariamente, as mulheres são acolhidas com os serviços da rede materno-infantil, bem como no suporte na amamentação do bebê ou para doação por meio do Banco de Leite. “Com o meu primeiro filho, o Asaf Benício, hoje com dois anos, a amamentação era uma preocupação porque ele tinha dificuldades para pegar o peito. Eu ia todos os dias ao Banco de Leite para me ajudarem. Já com a Helena eu não tive essa dificuldade. Não tem sensação melhor no mundo do que ver o seu pequenininho procurando o teu seio para se alimentar, mais ainda depois quando dormem satisfeitos”, disse Renata Oliveira.
Natural de Morros, Karolyne Lima, de 18 anos, teve o seu primeiro filho, o Isaque Manoel, em dia 28 de julho deste ano. Ela contou que sentiu uma forte dor de cabeça e por isso precisou ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no próprio município. Após a avaliação do caso, a paciente foi transferida para a Macma, em São Luís.
Em 31 de julho, enquanto aguardava alta médica, Karolyne disse que se sentia feliz pelo apoio recebido pelos profissionais na maternidade da rede estadual. “A amamentação neste primeiro momento está sendo muito difícil, pois ele ainda não está conseguindo pegar o peito direito. Sei que logo ele vai conseguir, e eu também, e depois disso poderemos ir para casa, começar a nossa vida ao lado da família”, comentou.
Agosto Dourado
Com o tema ‘Amamentação e suas diversidades’, a SES lançou, nesta segunda-feira (7), a Campanha Agosto Dourado. “Todo mundo ganha quando a mãe amamenta o seu filho, pois bebê que mama dificilmente adoece. O leite humano tem todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança, desde vitaminas, proteínas e sais minerais, servindo também como forma de hidratação. Além disso, ajuda a fortalecer o vínculo mãe-bebê”, disse a supervisora do Banco de Leite da Macma, Irenildes Rodrigues Costa.
Segundo orientações do Ministério da Saúde, o recomendado é que a criança receba como alimentação apenas o leite materno até os seis meses de vida, após isso que será iniciada a introdução alimentar, tendo ainda o leite da mãe de forma complementar.
A amamentação traz consigo benefícios que são compartilhados. Às mulheres, ele auxilia na redução de peso, retorno ao tamanho original do útero, evita risco de hemorragia, anemia, diabetes, câncer de mama e ovário. Para o bebê, o leite materno previne o desenvolvimento de diarreia, infecções, doenças respiratórias, favorece o desenvolvimento cognitivo e diminui a possibilidade de a criança ter asma, diabetes e obesidade.
O aleitamento materno também fortalece os vínculos entre mãe e bebê. “Colocar o bebê no peito não é só alimentar, é também proteger e dar carinho. O primeiro mês de vida é quando ele chora muito e muitas mães ouvem que o seu leite é fraco, pouco ou até mesmo que não tem leite para amamentar. Tudo isso impacta na produção dos hormônios responsáveis pela lactação, desestimulando a mãe”, acrescentou a supervisora do Banco de Leite da Macma, Irenildes Rodrigues Costa.
Caso a mãe apresente dificuldade para amamentar, ela poderá buscar ajuda de profissionais dos Bancos de Leite ou nas Unidades Básicas de Saúde. É o caso de Maiane Serra, de 36 anos, natural de São Luís. Ela é mãe de primeira viagem e teve o Davi no dia 14 de julho em uma maternidade particular, localizada em São Luís.
“Após o nascimento dele, ficamos ainda 24 horas medindo a glicemia, mas ainda assim o meu colostro não desceu. Eu não tive o suporte necessário para estimular e auxiliar. Até que precisamos usar a fórmula quando ele ainda estava no hospital”, contou Maiane Serra.
Após a alta da maternidade particular, Mariane Serra foi para casa, e se deparou com um ambiente completamente novo, querendo amamentar e sem conseguir. Para completar, Davi precisou operar o freio lingual. Diante da dificuldade para amamentar, a mãe de Davi procurou o apoio da equipe do Banco de Leite da Macma.
“No meu íntimo eu queria amamentar. Foi quando decidi vir ao Banco de Leite e aqui recebi o suporte e orientação de que precisava. A gente se sente segura quando tem uma equipe que nos incentiva dizendo que você vai sim conseguir amamentar. Porque é tudo muito novo para a gente. Quando o bebê nasce a gente renasce ali. Estamos aprendendo juntos, eu e ele”, concluiu Maiane Serra.
O Banco de Leite Humano da Macma é um centro especializado de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. O serviço busca trabalhar a importância da amamentação desde o pré-natal, com orientações também às mães que já tiveram seus bebês, bem como aquelas cujos filhos estão internados devido ao nascimento prematuro.
Os atendimentos acontecem por demanda espontânea, sempre de segunda a sexta-feira, acolhendo as mulheres tanto da Rede SUS como da Rede Privada. Não é necessário fazer agendamento prévio.
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