
Como parte integrante da formação estratégica para o tratamento da informação sensível, os colaboradores da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) participaram, nessa quarta-feira (26/07), do seminário Sensibilização para a Proteção do Conhecimento. O evento aconteceu no auditório do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) e contou com a participação do secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS/CE), Samuel Elânio, do superintendente da Supesp, Nabupolasar Feitosa e dos convidados da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A palestra de abertura foi realizada pelo superintendente da Abin no Ceará, Diego de Azevedo, abordando o tema Sensibilização para a Proteção do Conhecimento – Conceitos e Boas Práticas, seguido da participação de técnicos agência, falando sobre Segurança dos Sistemas e Segurança de Documentos, respectivamente.
Para o secretário Samuel Elânio, é essencial o conhecimento e a formação do corpo funcional da Supesp para lidar e como se dá o tratamento às informações sensíveis e estratégicas da Segurança Pública. “Esse é um tema fundamental para continuar atuando com transparência os dados da segurança e agradecemos muito essa colaboração da Abin”, salientou o secretário.

Segundo o superintendente no Ceará da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Diego Azevedo, a proteção do conhecimento sensível se estende a todos os órgãos públicos. “Na nossa visão e do superintendente Supesp, há um acervo gigantesco de conhecimento e dados sensíveis e estratégicos que pautam o Estado e que o acesso indevido pode causar inúmeros prejuízos à sociedade cearense. Ficamos muito felizes por esse convite e a sensibilização deve ser um processo contínuo; não pode nunca baixar a guarda”, destacou Diego de Azevedo.

O esforço pela sistematização da produção, acesso, divulgação e classificação de dados e documentos sensíveis vem sendo discutido, de acordo com o superintendente da Supesp, Nabupolasar Feitosa, por uma comissão especializada e visa dar essa nova compreensão no tratamento de informações sensíveis. “A Supesp, mais uma vez, procura profissionalizar sua atuação, para garantir mais transparência, objetividade nos dados e elementos mais seguros para os tomadores de decisões da Segurança Pública”, reforçou o superintendente, destacando que o corpo funcional da Supesp já é uma referência para o sistema de segurança em todo o país, com premiações em nível internacional e dentro do Ministério da Justiça e outros órgãos de outros estados.
Durante o seminário, foram abordados aspectos históricos e práticos do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento (PNPC), gestão de pessoas, segurança de documentos, segurança de dados com o uso de redes sociais, a importância da cultura de proteção. Nesse momento, foi destacado a necessidade do controle desde a contratação ou efetivação do profissional ao órgão público, sendo preciso estabelecer regras, procedimentos, para o acesso e o manuseio de dados, documentos e informações. A abrangência do acesso a essas informações até o processo de investigação pessoal e averiguação dos requisitos para aquela contratação, são etapas decisivas para a segurança da informação pública, de acordo com os técnicos da agência.

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