
“Os vestígios coletados não são apenas materiais, eles nos detalham os acontecimentos e garantem a possibilidade de desvendar o que ocorreu na cena do crime”, é o que explica Francisco Leão Júnior, perito criminal da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), durante a simulação de perícia em local de crime.
A ação foi realizada na exposição “Mundo SSPDS”, realizada durante a comemoração do aniversário da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE), nesta sexta-feira (30). Durante a apresentação, uma equipe da Pefoce simulou a ocorrência de um homicídio dentro de um veículo. O automóvel em questão, foi apreendido pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) durante a Operação Saturnália.

Os procedimentos são vários, desde abordagem e análise da situação de crime até as evidências coletadas que se tornarão provas periciais em um processo criminal. É por meio dessa investigação aprofundada que será possível identificar o autor do delito, a causa da morte e como ocorreu o crime.
“Os peritos irão averiguar o local para fazer aquela identificação dos materiais, das fotografias, fazer o mapeamento geográfico do que foi coletado. Tudo isso é realizado de um modo técnico e seguro, onde não há comprometimento da cena do crime. É justamente por isso, que é tão importante a população compreender o trabalho realizado pela perícia de modo que não haja danificações em cenas de crimes, por exemplo”, indica o perito criminal Leão Jr.

Conforme conta o coordenador da Coordenadoria de Perícia Criminal (Copec), Wellison Tavares, o processo pericial de uma cena de crime é detalhado e repleto de aparelhos tecnológicos que auxiliam os profissionais a entender o fato. “À nossa disposição, temos um scanner 3D de alta tecnologia, drones que fazem um levantamento superior desse local, além de outros aparatos científicos que garantem a captação de informações sobre o que é coletado”, informa.

Outro aparato tecnológico utilizado pela Pefoce é o Raman, um equipamento que faz o teste preliminar, ainda no local do crime, de substâncias encontradas na cena. O perito Tulio Oliveira, da Coordenadoria de Análise Laboratorial Forense, aponta que essa tecnologia permite a detecção de até três substâncias de modo a liberar um laudo preliminar, já indicando que tipo de material foi localizado no crime.
Para Maria Alice Barros (16), acompanhar a simulação foi uma experiência incrível. “Eu tenho muito interesse em conhecer mais da área, principalmente porque ainda estou finalizando meus estudos. Então, ter a oportunidade de conhecer como funciona, assim tão de perto, desperta uma vontade de aprofundar meus conhecimentos tanto sobre a profissão como sobre a atuação da Perícia Forense do Estado do Ceará”, finaliza.
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