
ACâmara dos Deputadosaprovou, na última quarta-feira (25), o regime de urgência para tramitação deuma proposta que prevê a aplicação do marco temporalna demarcação de terras indígenas.O Projeto de Lei490tramita na Câmara desde 2007 e impacta diretamente nos processos de demarcação. Além disso, o projetotem o intuito dedarao Legislativo a palavra final sobre o tema.
"Ele traz no seu texto a tese do marco temporal que é, na verdade, um argumento defendido pelos produtores rurais no sentido de que só teria um direito às terras indígenas aquelas comunidades que estivessem na posse dos territórios na promulgação da Constituição de 88. Esse argumentodespreza toda a história do Brasil e despreza a própria realidade porque nós sabemos que os indígenas foram expulsos dos territórios", avalia a defensora pública da União Daniele Osório.
Com a aprovação do regime de urgência, o texto começou a ser analisado no plenário na Câmara nesta terça (30) . Se aprovado, segue para análise do Senado e, caso também tenha o aval da Casa, continua para a sanção presidencial.
Os parlamentares buscam se antecipar ao Supremo Tribunal Federal que marcou a retomada do julgamento sobre o marco temporal para o dia 7 de junho .
"Eu acredito que toda essa urgência, todo esse trabalho que está sendo feito é uma sinalização clara para saber o que o Congresso pensa a respeito do tema para o Judiciário. O Judiciário que aqui, acolá se levanta pra discutir algumas coisas não espera. Agora eles mesmos estão trazendo àbaila, um debate e um novo julgamento, querendo aumentar o território indígena", disse o senador Zequinha Marinho (PL-PA), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária
Para a Defensoria Pública da União, entretanto, toda essa pressa não se justifica. O órgão questiona ainda a legalidade tanto do projeto quando da tese do marco temporal.
"A Defensoria Pública da União não tem dúvidas de que o projeto de lei é inconstitucional por vários motivos. Primeiro porque traz esse argumento do marco temporal que é completamente divorciado da Constituição Federal. Segundo porque ele não atende os tratados internacionais que o Brasil firmou no plano internacional e terceiro porque todo o trâmite do projeto não atendeu e não ouviu os povos indígenas", avalia Daniele Osório.
O secretário executivo doConselho Indigenista Missionário (Cimi), Antonio Eduardo Cerqueira de Oliveira, avalia como mais uma violência contra os povos indígenas.
"Éuma insensibilidade do Poder Legislativo. Os territórios indígenas têm essa característica de proteger mais o meio ambiente, mais que qualquer unidade de conservação, eles conseguem preservar mais o ecossistema e, portanto, eles trazem um benefício maior àprópria vida do ser humano, no planeta, toda biodiversidade portanto. Há que se considerar que um território indígena ele não beneficia apenas os indígenas,ele beneficia toda a população."
São Paulo Governo de SP premia 21 professores da região de Bauru na 1ª edição do Professor Nota 1.000
Atibaia - SP Agenda Esportiva de 08/10 a 13/10
São Paulo Governo de SP premia 44 professores da região Central na 1ª edição do Professor Nota 1.000
São Paulo Governo de SP premia sete professores da região de Franca na 1ª edição do Professor Nota 1.000
São Paulo CPTM inicia operação conjunta da Linha 13-Jade e Expresso Aeroporto com concessionária
São Paulo Operação da Polícia de SP contra lavagem de dinheiro de jogos de azar cumpre mandados no estado e em Minas Gerais
São Paulo Governo de SP premia 24 professores da região de Presidente Prudente na 1ª edição do Professor Nota 1.000
Manutenção Águas de Teresina realiza melhorias no sistema de abastecimento de bairros da zona Sul
Eleições Federação União Progressista declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno Mín. 25° Máx. 41°