
Em um relato contundente enviado à Rede de Rádio Verdes Campos Sat, a moradora Elenir Miranda expõe as entranhas da fragilidade institucional que assola o município de Landri Sales, no sul do estado do Piauí. Enquanto o debate público se volta para as concessões e cobranças da prefeitura municipal, famílias das localidades Vereda, Malhada Alta e Barrocão enfrentam um dilema muito mais elementar e perigoso: a ausência de uma ponte que os conecte à civilização e aos serviços mais básicos.
Diante da falta de investimentos municipais, os próprios moradores, cansados de esperar por promessas que nunca saíram do papel, uniram forças e recursos escassos para erguer uma travessia improvisada sobre o riacho que corta a região. A estrutura, feita de forma rudimentar e sem qualquer respaldo da engenharia civil, é hoje o único elo entre essas comunidades e a sede do município. O que deveria ser uma obra de responsabilidade governamental tornou-se um monumento ao esforço popular e, simultaneamente, um símbolo do risco iminente.
A gravidade da denúncia atinge o seu ápice quando se observa o impacto direto na educação e na segurança. O relato de Elenir é categórico: crianças e jovens foram privados do acesso à escola porque o transporte escolar não tinha como atravessar o leito do riacho. Hoje, para não perderem o ano letivo, esses alunos são obrigados a cruzar a "ponte do improviso" sob o olhar apreensivo dos pais, que temem a instabilidade da estrutura a cada nova travessia.
A cobrança dos moradores é urgente e não aceita mais paliativos. Em vídeos, os moradores mostram a prova material do risco na travessia perigosa que tanto asusta moradores da região rural de Landri Sales.
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