
As primeiras sementes e plantas de pistache chegaram aos EUA no final do século XIX e início do XX, trazidas por imigrantes e por coleções botânicas. As primeiras tentativas de plantio foram experimentais e fragmentadas: a espécie exigia clima quente, com verões longos e invernos frios, condições encontradas em partes do oeste americano. Pesquisadores e viveiristas americanos, em parceria com instituições como universidades estaduais e agências federais, testaram variedades oriundas do Irã e da Turquia e selecionaram as que melhor se adaptaram ao clima e solo locais.
Entre as décadas de 1970 e 1990, com maior disponibilidade de água para irrigação, mecanização da colheita e investimento em processamento e secagem, o pistache toma corpo como produto de exportação. Especialmente na Califórnia e no Vale Central, a oleaginosa encontrou as melhores condições e infraestrutura necessárias para o bom desenvolvimento, o que possibilitou plantios em larga escala, atraindo agricultores e investidores.
Hoje os EUA são um dos maiores produtores mundiais de pistache, com indústria madura de cultivo, processamento e comercialização. O futuro passa pela inovação varietal, práticas agrícolas com menor pegada hídrica, adaptação climática e diversificação de mercados, fatores que definem a competitividade do pistache americano nas próximas décadas.
Para dar vazão à demanda e reforçar o compromisso com a qualidade, sustentabilidade e inovação no mercado global de castanhas, produtores norte-americanos contam com a American Pistachio Growers (APG), associação que representa mais de 865 produtores independentes no país. Criada em 2008, a associação garante que os produtores adotem práticas agrícolas sustentáveis, reduzindo o consumo de água e promovendo a eficiência energética.
Sobre as maneiras de consumo, a associação reforça que as castanhas vão muito além de ingrediente para o preparo de sobremesas. Os pistaches torrados e salgados são uma opção de snack, em companhia de aperitivos e drinks, ou como pós-treino, por exemplo.
A APG tem ampliado sua presença em mercados estratégicos, como Ásia, Europa e América Latina, atendendo à crescente procura por alimentos saudáveis e sustentáveis. A associação também investe em pesquisas e campanhas educativas para promover os pistaches americanos.
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