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Modalidade Entidades do Minha Casa Minha Vida mobiliza famílias em Goiânia

Cerca de 800 famílias organizadas acompanham a modalidade Entidades do Minha Casa, Minha Vida em Goiânia, em um contexto de déficit habitacional el...

18/02/2026 às 16h57
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino
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Arquivo institucional da entidade
Arquivo institucional da entidade

Cerca de 800 famílias organizadas acompanham, em Goiânia, os desdobramentos da modalidade Entidades do programa Minha Casa, Minha Vida, executado no âmbito do governo federal. A mobilização ocorre em um cenário de déficit habitacional significativo em Goiás, que alcança aproximadamente 171,2 mil famílias até 2024, segundo levantamento do Instituto Mauro Borges.

A modalidade Entidades prevê a participação direta de organizações da sociedade civil na organização da demanda habitacional, no acompanhamento social das famílias e na articulação institucional necessária para a viabilização de empreendimentos de interesse social. O modelo se diferencia de outros formatos do programa por priorizar a organização coletiva e o controle social ao longo das etapas do processo.

Especialistas em políticas públicas habitacionais apontam que o déficit habitacional envolve não apenas a ausência de moradias, mas também condições precárias de habitação, insegurança da posse e inadequação da infraestrutura urbana. Nesse contexto, iniciativas baseadas na atuação territorial e na participação social são consideradas estratégicas para alcançar famílias historicamente excluídas do acesso à moradia formal.

Em Goiânia, a organização dessa demanda tem contado com o apoio de entidades com atuação comunitária, entre elas a Liga dos Amigos do Jardim Guanabara, que participa do acompanhamento social e da estruturação das famílias organizadas no município. A presença de organizações locais contribui para aproximar a política habitacional da realidade dos territórios e para dar visibilidade a demandas coletivas ainda não atendidas.

O cenário tem ampliado o debate público sobre a necessidade de maior articulação entre governos e sociedade civil organizada para o avanço das políticas habitacionais, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social. A expectativa é que o fortalecimento desse diálogo contribua para respostas mais efetivas ao déficit habitacional registrado no estado.

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