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Campanha “Se Ela Pediu Pra Parar, Parou!” reforça cultura do consentimento na chegada do Carnaval

Ação do Carnaval Seguro, realizada pela Secretaria de Estado das Mulheres em parceria com a PRF, mobilizou foliões nos principais acessos à capital...

14/02/2026 às 23h36
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Secom Maranhão
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- Campanha reforça cultura do consentimento no Carnaval (Foto: divulgação)
- Campanha reforça cultura do consentimento no Carnaval (Foto: divulgação)

Quem chegou à capital maranhense nos dias 13 e 14 de fevereiro encontrou, antes da festa, um aviso claro: respeito é regra. A campanha “Se Ela Pediu Pra Parar, Parou!”, dentro da programação do Carnaval Seguro, levou orientação e informação aos foliões nos principais pontos de entrada da cidade.

Realizada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado das Mulheres (Semu) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ação teve como foco a prevenção de crimes contra a dignidade sexual e o fortalecimento da cultura do consentimento durante o período carnavalesco.

Instalada em ponto estratégico de chegada de turistas e viajantes, a mobilização priorizou o contato direto com motoristas e passageiros. Para a inspetora da PRF no Maranhão, Jéssica Silva, o local escolhido potencializa o alcance da mensagem.

“Estamos em um ponto estratégico, na chegada de turistas e foliões. Esse contato direto com o público é um lembrete de respeito à mulher. A PRF dá apoio tanto pela segurança da ação quanto para fortalecer essa mensagem”, destacou.

Entre os condutores abordados, a receptividade foi positiva. Um motorista ouvido pela equipe avaliou a iniciativa como necessária para ampliar a conscientização. “É muito importante que a gente tenha essa consciência”, afirmou.

Outro motorista entrevistado durante a mobilização ressaltou que o período carnavalesco exige atenção redobrada. “Essa campanha é especial porque hoje a situação está difícil para as mulheres. E no Carnaval piora”.

Já um terceiro condutor chamou atenção para o consumo excessivo de álcool como fator que pode agravar comportamentos abusivos. “É um momento em que as pessoas bebem mais e acabam perdendo a noção”.

Além das abordagens presenciais, a campanha também foi fortalecida no ambiente digital e nas comunidades. A secretária adjunta de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Rhaynayna Saraiva, explicou que a estratégia combina presença nas redes sociais com mobilização territorial.

“A gente sabe que o Instagram é hoje um dos principais meios de comunicação. Por isso, preparamos cards informativos e vídeos explicando a diferença entre importunação sexual e assédio sexual. Também estivemos nas comunidades levando a campanha ‘Se Ela Pediu Pra Parar, Parou!’, para reforçar que a mulher pode e deve impor os seus limites”, afirmou.

O fortalecimento da rede de proteção no Maranhão também se reflete nos números oficiais. De acordo com o Anuário Estatístico do Ligue 180, o estado registrou 2.051 denúncias entre junho e dezembro de 2025. Para as autoridades, o volume não indica necessariamente aumento da violência, mas maior confiança das mulheres nos canais de denúncia e acolhimento.

A ouvidora da Mulher da Semu, Jozélia Palma, destacou que o 180 tem se consolidado como porta de entrada para muitas vítimas. “Muitas mulheres não têm coragem de ir à delegacia. O 180 se tornou mais acessível porque, além de denúncia, é um canal de acolhimento. Temos recebido muitas denúncias a partir desse trabalho de divulgação”, pontuou.

Já a diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, reforçou que a rede estadual está preparada para atender as mulheres durante todo o período carnavalesco. “A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas. É possível pedir medida protetiva de urgência online e baixar o aplicativo Salve Maria Maranhão. Temos uma rede estruturada, e essa conscientização é necessária. Informação é poder, e as mulheres precisam acessar os seus direitos”, ressaltou.

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