
BACABAL - As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam um mês nesta quarta-feira (4), sem que novas pistas indiquem o paradeiro das crianças, que desapareceram no dia 4 de janeiro em Bacabal, a 240 km de São Luís. A força-tarefa formada por equipes estaduais e federais segue atuando para localizar as crianças desaparecidas, enquanto a Polícia Civil afirma que a investigação permanece em andamento e ainda não tem conclusão.
Segundo o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, o inquérito já soma mais de 200 páginas e dezenas de depoimentos. “Já temos 30 dias de investigação, uma investigação bem robusta, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas”, afirmou.
O atual estágio das buscas conta com equipes do Corpo de Bombeiros e do Exército realizando varreduras em áreas de mata e pontos alagados, além do uso de cães farejadores às margens do rio Mearim.
Buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal mobilizam força-tarefa
Uma comissão especial da Polícia Civil, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito. De acordo com Martins, diversas diligências foram realizadas, incluindo reconstruções de trajetos e análises técnicas.
O dia do desaparecimento
Os irmãos Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Elas estavam acompanhadas do primo Anderson Kauan, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois por carroceiros no povoado Santa Rosa.
Primeiras buscas e avanço das operações
Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 km em operações terrestres e aquáticas. A Marinha vasculhou 19 km do rio Mearim, sendo cinco deles de forma minuciosa.
A partir de 23 de janeiro, as buscas passaram a ter foco maior na investigação policial, após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas. As equipes permanecem de prontidão para retomar operações caso surjam novos indícios.
Mais de mil pessoas participaram das ações, incluindo:
Polícia Civil
Polícia Militar e Batalhão de Choque
Força Estadual Integrada de Segurança Pública
Centro Tático Aéreo (CTA)
Exército Brasileiro
Corpo de Bombeiros
VoluntáriosA base da força-tarefa permanece instalada no quilombo onde as crianças moravam.
Relato do primo ajudou a reconstruir trajeto
O menino de 8 anos, que ficou três dias perdido na mata, recebeu autorização judicial para participar das buscas. Ele relatou que o grupo entrou por um caminho alternativo para evitar ser visto por um tio e acabou se perdendo.
Segundo o relato:
Eles buscavam um pé de maracujá próximo à casa do pai do menino;
Entraram por outro lado da mata para não serem vistos;
Não encontraram frutas para comer;
Não havia adultos acompanhando o trajeto.
A “casa caída” e a separação das crianças
Uma das pistas mais importantes foi a descrição de uma casa abandonada, chamada pelo menino de “casa caída”, com objetos velhos no interior. Cães farejadores confirmaram o cheiro das três crianças no local.
O menino relatou que:
Eles se abrigaram ao pé de uma árvore próxima à casa;
As crianças estavam extenuadas;
Ele seguiu por um lado da choupana, enquanto os primos seguiram por outro.
A distância até o local pode chegar a 12 km, considerando obstáculos naturais.
Tecnologia e equipamentos usados nas buscas
As equipes utilizaram:
Cães farejadores
Drones com câmeras termais
Mergulhadores
Botes e lanchas
Aeronaves do CTA
Sonar side scan da Marinha para varredura subaquática
Polícia desmente boatos e reforça linha principal
O delegado Ederson Martins afirmou que a principal linha de investigação continua sendo a de que as crianças se perderam na mata. Ele desmentiu boatos que circularam nas redes sociais envolvendo a mãe e o padrasto dos menores.
“Essa informação não procede. Com tanta informação falsa, estão colocando a família das crianças em constante risco”, disse.
Protocolo Amber Alert foi acionado
O Ministério da Justiça ativou o Amber Alert, sistema internacional de alerta para desaparecimento de crianças, que divulga informações em plataformas da Meta em um raio de até 200 km.
O protocolo é usado apenas quando há risco de morte ou lesão grave.
Crianças vistas em SP não eram os irmãos
A Polícia Civil de São Paulo descartou que duas crianças encontradas em um hotel no Centro da capital fossem Ágatha e Allan. Após verificação, constatou-se que não se tratava dos irmãos desaparecidos.
Confira a nota:
"A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que não procede o fato das crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo. Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas".
Violência Mulher sobrevive após ser esfaqueada mais de 15 vezes pelo marido em discussão por ventilador no MA
Crime Esqueleto humano é encontrado na zona rural de Santa Luzia do Paruá, no MA
Oportunidade Mineradora abre inscrições para programa de estágio com 80 vagas no MA
Tratamento Roseana Sarney fala sobre o tratamento e diz que deve passar por cirurgia em fevereiro: 'Vamos vencer'
Justiça MP-MA recomenda suspensão de contratações temporárias e abertura de concursoo em cinco municípios
Investigação Delegado desmente boato de que irmãos desaparecidos tenham sido vendidos pela mãe e padrasto
Mín. 23° Máx. 31°