
Nos últimos anos, o rejuvenescimento facial deixou de ser associado apenas a procedimentos corretivos e passou a incorporar uma visão mais ampla, que valoriza a naturalidade e o equilíbrio da face. Essa mudança reflete uma tendência crescente na dermatologia estética, que busca resultados duradouros e alinhados ao estilo de vida dos pacientes.
Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil realizou em 2024 quase 770 mil procedimentos não cirúrgicos, com destaque para as aplicações de toxina botulínica, que somaram 351 mil, e de ácido hialurônico, que chegaram a 176 mil.
A médica dermatologista Dra. Lara Gonçalves explica que essa nova abordagem pode ser definida como rejuvenescimento facial integrado, global e regenerativo. "Ela abandona a lógica de corrigir pontos isolados e passa a enxergar o rosto como um sistema tridimensional, dinâmico e individual. O foco deixa de ser transformar e passa a ser restaurar", afirma.
Para a especialista, restaurar volumes perdidos de forma estratégica, melhorar a qualidade da pele e respeitar proporções e simetrias são pilares fundamentais para resultados consistentes e naturais. "Não é sobre ‘mudar o rosto’, é sobre devolver tempo com sofisticação, saúde e harmonia".
De acordo com a Dra. Lara Gonçalves, um plano de rejuvenescimento realmente integrado vai além do procedimento isolado. "É preciso realizar uma análise detalhada da face em repouso e em movimento, considerando estrutura óssea, compartimentos de gordura, ligamentos, músculos e qualidade da pele. Sem essa leitura global, não existe rejuvenescimento integrado", ressalta.
Ela destaca ainda que o tratamento moderno pode ser multimodal, combinando toxina botulínica preventiva, bioestimuladores de colágeno, preenchedores estruturais e tecnologias como ultrassom microfocado, radiofrequência e laser. "A prevenção do envelhecimento é construída com tratamentos que preservam movimento, estimulam colágeno, mantêm estrutura e cuidam da pele, permitindo envelhecer de forma mais saudável e equilibrada".
Busca pela prevenção ganha espaçoO levantamento da ISAPS revela que entre 2020 e 2024 a busca por procedimentos não cirúrgicos que ajudam a rejuvenescer a pele aumentou 148%. Já os procedimentos injetáveis, que ajudam a retardar o envelhecimento, tiveram aumento de 44,1%. "Hoje, a prevenção é um dos pilares mais importantes da estética moderna. O foco deixou de ser apenas corrigir sinais instalados e passou a atrasar os mecanismos biológicos do envelhecimento", afirma a Dra. Lara Gonçalves.
Segundo ela, entre os recursos mais utilizados estão a toxina botulínica estratégica, que reduz a contração muscular repetitiva e previne a fixação de rugas dinâmicas, os bioestimuladores de colágeno, que melhoram a firmeza e a elasticidade, e tecnologias de estímulo profundo, como ultrassom e radiofrequência.
"Rejuvenescimento moderno não é sobre ‘apagar sinais’, mas sobre reeducar a pele a se manter jovem. É isso que transforma procedimentos isolados em um plano de longevidade cutânea", ressalta Dra. Lara Gonçalves.
Avanços tecnológicos transformam a prática clínicaFerramentas de inteligência artificial (IA) já auxiliam no diagnóstico e no planejamento de tratamentos personalizados. A dermatologista explica que sistemas de facial mapping têm permitido maior precisão em aplicações de toxina botulínica e preenchimentos, enquanto lasers fracionados e picosecond estimulam a produção de colágeno em múltiplas camadas da pele com menor tempo de recuperação. "Smart lasers com feedback em tempo real ajustam parâmetros durante o tratamento, aumentando a eficácia e a segurança em diferentes fototipos", detalha.
Além dos procedimentos, os cuidados diários são indispensáveis para prolongar os efeitos. A médica reforça que nenhum tratamento supera o impacto da exposição solar contínua. "Sem fotoproteção, o colágeno recém-formado é rapidamente degradado. O uso diário de protetor solar de amplo espectro, aliado a medidas físicas como chapéus e óculos, é fundamental", afirma. Ela acrescenta que o skincare deve ser encarado como tratamento contínuo, incluindo limpeza adequada, antioxidantes pela manhã, retinóides à noite e hidratação voltada para a barreira cutânea.
O rejuvenescimento facial integrado, portanto, não se limita a técnicas isoladas, mas envolve ciência, tecnologia e hábitos de cuidado. Mais do que suavizar sinais, busca preservar identidade, estimular colágeno e promover bem-estar emocional. Para a Dra. Lara Gonçalves, "o melhor resultado é aquele que não denuncia o procedimento".
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