
A obesidade é, hoje, um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, apontam que 34,66% da população apresenta algum nível da condição, o que representa quase 9 milhões de pessoas.
O impacto também é visível na procura por cirurgias bariátricas. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) mostra que, entre 2020 e 2024, foram realizados mais de 291 mil procedimentos no país.
Nesse cenário, cresce a busca por alternativas clínicas de emagrecimento, que se diferenciam de abordagens não supervisionadas por seguirem protocolos científicos e oferecerem acompanhamento médico contínuo. A médica pesquisadora na área da obesidade, Dra. Júlia Iaroseski, explica que o tratamento não se resume a dietas restritivas ou ao uso indiscriminado de medicamentos.
"Eu costumo definir o tratamento para emagrecimento como estruturado, individualizado e baseado em ciência, que usa todos os recursos disponíveis, desde intervenções medicamentosas até cirurgias minimamente invasivas, para promover uma perda de peso segura e sustentável. Não se trata apenas de fazer dieta: é cuidar da saúde de forma responsável", afirma.
Segundo a médica, os pilares que sustentam essa modalidade incluem ciência, individualização, proximidade com o paciente e segurança.
"Ensaios clínicos publicados em revistas científicas de alto impacto demonstram que a progressão correta da dose dos medicamentos reduz significativamente os efeitos adversos. Além disso, cada corpo é avaliado em sua complexidade, considerando fatores genéticos, metabólicos, hormonais, ambientais e emocionais. Sobrepeso não é falta de força de vontade: é uma condição multifatorial", destaca Dra. Júlia Iaroseski.
Exames e histórico orientam plano terapêuticoA avaliação inicial é considerada fundamental para orientar o plano terapêutico. De acordo com a Dra. Júlia Iaroseski, exames laboratoriais, histórico clínico e análise metabólica permitem identificar riscos e definir estratégias personalizadas para cada paciente.
"Sem essa etapa, qualquer uso de medicação vira tentativa e erro. Quando olhamos com calma o histórico clínico, os exames e o perfil metabólico do paciente, conseguimos entender por que ele ganhou peso, quais são os riscos envolvidos e qual é a estratégia mais segura e eficiente para aquele corpo específico", ressalta.
A médica afirma que o acompanhamento médico contínuo é outro diferencial, garantindo não apenas o início do tratamento, mas também a fase de manutenção e, em alguns casos, a retirada gradual da medicação.
"Quando o paciente se sente acolhido, bem orientado e com um profissional disponível caso algo dê errado, ele tende a manter o tratamento com mais consciência e menos culpa, o que é essencial para que o emagrecimento seja sustentável e alinhado à saúde", afirma.
Uso de medicamentos no tratamento clínicoA farmacoterapia, segundo a Dra. Júlia Iaroseski, é indicada em dois cenários principais: quando o excesso de peso já impacta a saúde, com condições como pré-diabetes, hipertensão ou alterações no colesterol; e quando mudanças de estilo de vida não foram suficientes para promover resultados.
Embora o tratamento clínico seja eficaz em muitos casos, a cirurgia bariátricas continua sendo alternativa em situações específicas. "Hoje, já se considera a indicação a partir de IMC 30 kg/m² em pacientes com doenças associadas, como diabetes tipo 2, especialmente quando outras estratégias não trouxeram resultados", observa a médica.
"Na prática, a cirurgia passa a ser considerada uma alternativa mais eficaz quando a obesidade já impacta de forma concreta a saúde do paciente, e quando as tentativas bem estruturadas de tratamento não cirúrgico não foram suficientes", acrescenta a médica.
Mesmo para candidatos à bariátrica, a Dra. Júlia Iaroseski reforça que o acompanhamento clínico é indispensável antes e depois do procedimento. "No pré-operatório, serve para controlar comorbidades e alinhar expectativas. No pós-operatório, ajuda a adaptar a alimentação, prevenir deficiências nutricionais, orientar suplementação e acompanhar a saúde mental".
"É no acompanhamento que se monitora a evolução do peso e da composição corporal, identificando precocemente quem está perdendo menos do que o esperado ou começando a recuperar peso", conclui a médica.
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