
A Paróquia de São José e Santa Terezinha do Menino Jesus, localizada no centro de Altos, Piauí, enfrenta dias de preocupação e incerteza. O responsável pela igreja, Padre Cláudio Lopes, afirma que a situação financeira se tornou insustentável após sucessivos aumentos na conta de energia elétrica, mesmo depois da instalação de um sistema de energia solar, planejado justamente para reduzir custos.
Segundo o sacerdote, o problema não afeta apenas a Igreja Matriz, mas também a Casa Paroquial e a Secretaria Paroquial, todas atendidas pelo mesmo sistema de geração de energia. A instalação das placas solares foi pensada como um investimento para o futuro, visando diminuir despesas e garantir mais conforto aos fiéis durante as celebrações religiosas, especialmente com o uso de aparelhos de ar-condicionado.
O que era para ser economia acabou se transformando em um grande problema financeiro. Em janeiro de 2025, a fatura mensal girava em torno de R$ 490. Em março, chegou a aproximadamente R$ 500. Já em abril, subiu para R$ 870. O aumento mais expressivo ocorreu em setembro, quando a conta saltou para R$ 4.156. A maior surpresa veio no fim do ano: em dezembro, a fatura com vencimento em janeiro alcançou R$ 12.582, valor considerado completamente fora da realidade financeira da paróquia.

Mesmo diante dos aumentos, a paróquia manteve os pagamentos em dia e buscou esclarecimentos junto à Equatorial Energia Piauí. Padre Cláudio relata inúmeras tentativas de contato, todas sem retorno satisfatório. Sem alternativas, o sacerdote recorreu à Justiça. Uma decisão judicial determinou o ajuste no rateio da energia produzida pelo sistema solar. A concessionária chegou a realizar intervenções técnicas na Igreja de São José, mas os problemas persistiram.
Padre Cláudio afirma que não há condições de arcar com cobranças tão elevadas. Ele alerta que a continuidade das atividades da paróquia está seriamente ameaçada, já que os custos podem levar ao desligamento dos aparelhos de ar-condicionado, afetando diretamente o conforto dos fiéis durante missas e eventos. “Estamos falando de uma igreja que vive da contribuição da comunidade. Não temos como suportar cobranças abusivas e nem como recuperar o dinheiro que já foi pago em excesso”, desabafa.
Sem alternativas, o sacerdote decidiu tornar o caso público e procurar a imprensa, na esperança de uma solução definitiva. Ele critica a falta de respostas da concessionária e cobra providências urgentes. Para o padre, o que se espera da Equatorial não é a criação de novos problemas, mas soluções concretas para uma situação que já compromete a vida financeira e pastoral da Igreja de São José dos Altos.
Em nota, a Equatorial Piauí esclareceu que a unidade consumidora possui transformador particular e, conforme normas da ANEEL, estava enquadrada como cliente optante por baixa tensão. Em novembro de 2025, houve solicitação de ajuste contratual para contratação de 30 kW, passando a ser faturada como alta tensão a partir de dezembro. A distribuidora informou ainda que a unidade não possui sistema próprio de geração, mas anteriormente era beneficiária de uma usina compartilhada, acumulando créditos que foram utilizados até junho de 2025. Apesar de ter solicitado alteração de rateio em setembro, a unidade não pôde participar devido a uma limitação regulatória da ANEEL, que não permite que clientes optantes recebam créditos de geração. Por fim, a Equatorial ressaltou que os créditos não foram perdidos e permanecem acumulados na própria geradora.
Segurados Governo sanciona lei que proíbe descontos automáticos em benefícios do INSS
Investigação Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal
Capacitação Governo do Brasil abre seleção com bolsas para formação de agentes populares de saúde Mín. 23° Máx. 37°