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Jovens investigados por apologia ao nazismo em Grajaú (MA) culpam amigo por estampas em camisetas

As camisetas foram apreendidas e o caso foi repassado para a Polícia Federal (PF), que dará continuidade às investigações

27/10/2026 às 11h34
Por: Portal Verdes Campos Sat
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Jovens investigados por apologia ao nazismo em Grajaú (MA) culpam amigo por estampas em camisetas
Três jovens suspeitos de fazer apologia ao nazismo em Grajaú (MA) afirmaram à Polícia Civil que um quarto amigo foi o responsável por criar as estampas fascistas utilizadas pelo grupo. Em depoimento prestado nesta segunda-feira (26), os investigados alegaram desconhecer o significado dos símbolos e que o objetivo das peças era apenas provocar eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então candidato à Presidência da República.
As camisetas foram apreendidas e o caso foi repassado para a Polícia Federal (PF), que dará continuidade às investigações.
Os investigados foram identificados como:
  • Gabriel Araújo Silva, 22 anos;
  • James de Sena Ferreira, 19 anos;
  • Lucas Alves de Almeida, 22 anos.
A investigação começou após o trio publicar uma foto nas redes sociais durante uma manifestação política no município. Na imagem, eles vestiam camisetas que custaram R$ 60 cada e traziam frases como "Deus, Pátria e Família" e "Long Live Fascism" ("Vida longa ao fascismo", em inglês).
Segundo os depoimentos, um amigo identificado apenas como Arthur incentivou a confecção das roupas e desenvolveu o design. Arthur também deveria participar do ato usando uma das peças, mas desistiu de comparecer.
Repercussão e alegação de desconhecimento
Após a publicação da fotografia, os jovens passaram a receber duras críticas de internautas. Diante da repercussão negativa, eles decidiram apagar o registro e excluir seus perfis das plataformas digitais.
À polícia, o grupo alegou que não sabia que a divulgação daqueles símbolos configurava crime no Brasil. A legislação brasileira pune a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas e propagandas que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo.
A Polícia Civil revelou que Lucas Alves de Almeida já havia sido alvo de um inquérito anterior da Polícia Federal por suspeita de crime de ódio. Na ocasião, ele foi investigado por tecer críticas a uma exposição ligada ao movimento LGBTQIA+ no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) em Grajaú, onde estudava. Em seu novo depoimento, Lucas afirmou que este procedimento antigo foi arquivado.
Próximos passos da investigação
O delegado de Grajaú, Assis Ramos, confirmou o envio do material apreendido para a Polícia Federal. O próximo passo do inquérito inclui a intimação de Arthur, apontado como o criador das estampas, para prestar esclarecimentos.
A apuração vai checar as circunstâncias da produção das camisetas, a divulgação das imagens e o enquadramento dos envolvidos na lei de crimes raciais e de apologia. Até o momento, a defesa dos três jovens não se manifestou, e a PF informou que aguarda o recebimento formal do inquérito da Polícia Civil.
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