Monday, 21 de September de 2026
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Dia da Árvore: Memórias com aroma de café e sabor de acerola

Em suas lembranças, a jornalista e agricultora urbana Marcia Chiad vê a mãe Iracy colhendo acerola, enfrentando a coceira, juntando muitas frutinha...

21/09/2026 às 14h00
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Assembleia Legislativa - MS
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Pé de café suscita na jornalista Márcia Chiad lembranças de seus pais, da sua infância
Pé de café suscita na jornalista Márcia Chiad lembranças de seus pais, da sua infância

Em suas lembranças, a jornalista e agricultora urbana Marcia Chiad vê a mãe Iracy colhendo acerola, enfrentando a coceira, juntando muitas frutinhas e separando as maduras das de vez. Também vê o pai Mariano colhendo e torrando café, ou fazendo cortina de fumaça durante toda a noite para proteger a planta das geadas que, naqueles tempos, costumam visitar Campo Grande. São fragmentos do cotidiano na chácara da família à época da infância e adolescência da jornalista. 

Márcia perto do pé de acerola; planta guarda muitas memórias (Foto: Arquivo pessoal)
Márcia perto do pé de acerola; planta guarda muitas memórias (Foto: Arquivo pessoal)

Essas memórias se misturam ao aroma forte e quente do café e ao gosto agridoce da acerola. As duas plantas se destacam no quintal da jornalista por serem parte da sua história – nasceram de mudas trazidas da chácara. Embora sejam normalmente considerados arbustos, os pés de café e de acerola são alçados no aconchego das recordações da Márcia a árvores de sua meninice. As do seu quintal reavivam o distante – e tão próximo – tempo da chácara. Tornam presentes Mariano e Iracy, falecidos em 1995 e 2019, respectivamente.

Na época em que começou a ser cultivada pelos pais de Marcia, a acerola era associada, em terras sul-mato-grossenses, à cereja. “Era um tempo em que acerola ainda não era muito conhecida aqui. As pessoas a chamavam de cereja. Era cereja-das-antilhas. Meu pai trouxe uma muda de fora, e começou a plantar. Ele fornecia os mercados aqui. Era uma novidade. E ele gostava muito”, lembra-se.

“Tanto o pé de café quanto o de acerola trazem lembranças muito intensas da minha infância”, conta a agricultora, dando destaque ao café, que começou a ser cultivado por seu pai quando ela tinha cerca de cinco anos. “Foi uma época muito boa da minha vida”, recorda-se. “Quando eu estou perto do pé de café e do pé de acerola, tenho muitas lembranças do meu pai e da minha mãe. É uma memória afetiva que a gente guarda. Eu acredito que a gente guarda essa memória pra sempre”.

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