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Adoção de IA cresce, mas resultado ainda depende de gestão

Matheus Luis Pavesi, especialista em gestão comercial e implementação de soluções empresariais, explica que a tecnologia só produz valor quando vem acompanhada de processos organizados, equipes preparadas e acompanhamento de indicadores

02/09/2026 às 14h13
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino
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Divulgação Matheus Luis Pavesi
Divulgação Matheus Luis Pavesi

A adoção de inteligência artificial deixou de ser exceção entre os pequenos negócios brasileiros, mas o avanço no acesso à tecnologia ainda caminha à frente da capacidade de gerar resultados consistentes. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), intitulado Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2025, aponta que 44% dos empreendedores já utilizaram alguma solução de IA, percentual que sobe quando são citadas plataformas específicas. O mesmo estudo observa, contudo, que grande parte desse uso se concentra em ferramentas simples e pontuais, sem articulação com a estratégia do negócio.

O descompasso entre disponibilidade e aproveitamento aparece também em levantamento regional. Dados do Sebrae/ES, no estudo "Inovação e o Futuro do Trabalho", mostram que 95,6% das empresas que empregam IA se limitam a chats e assistentes virtuais, enquanto aplicações mais complexas, como automação de processos e análise de dados, seguem pouco exploradas. A mesma pesquisa identificou que 62,2% dos entrevistados já deixaram de inovar ou de adotar novas tecnologias por falta de qualificação das equipes.

A distância entre adotar e transformar

Para Matheus Luis Pavesi, especialista em gestão comercial, coordenação de projetos e implementação de soluções empresariais. Formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Rio Preto, a leitura conjunta dos dois estudos indica que a transformação digital não se resolve com a simples contratação de um software. 

"O ganho de produtividade tende a depender da compreensão do comportamento do cliente, da organização dos processos internos, do preparo das pessoas que operam as ferramentas e do acompanhamento de indicadores de desempenho. Sem essa base, a tecnologia costuma permanecer restrita a tarefas isoladas, com pouco impacto mensurável sobre vendas, atendimento ou retenção de clientes", afirma.

Essa perspectiva orienta sua atuação. O profissional construiu carreira de maneira progressiva, do atendimento direto ao cliente e das vendas consultivas até funções ligadas à gestão de contas, operações, Customer Success e automação. Na iNexxus, empresa voltada a marketing, tecnologia e soluções empresariais, passou a coordenar projetos de CRM (gestão de relacionamento com o cliente), automação de processos e atendimento apoiado por inteligência artificial.

Estratégia antes da ferramenta

Para o especialista, o valor da tecnologia está condicionado à forma como ela é incorporada à rotina da empresa. "Uma ferramenta isolada não transforma um negócio. É necessário entender o problema, organizar o processo, preparar as pessoas e acompanhar os resultados. A tecnologia precisa funcionar na realidade da empresa e não apenas em uma apresentação", ressalta Pavesi.

Segundo o profissional, a sequência que costuma sustentar projetos bem conduzidos parte da identificação da necessidade concreta do negócio, avança para a estruturação dos processos e o preparo das equipes e se completa com a mensuração contínua dos resultados.

"As competências comerciais e de comunicação, quando associadas ao conhecimento operacional de uma implementação tecnológica, ajudam a conectar estratégia, pessoas, processos e tecnologia, o que evita que investimentos em IA e automação se percam por falta de direção", enfatiza.

O tema ganha relevância em um cenário no qual as micro e pequenas empresas concentram a maior parte dos negócios em atividade no país e procuram ampliar a eficiência sem elevar custos de forma desordenada. A demanda por profissionais capazes de traduzir objetivos comerciais em rotinas tecnológicas estruturadas tende a crescer à medida que a inteligência artificial deixa de ser um diferencial pontual e passa a integrar a operação cotidiana das organizações.

O conjunto de indicadores sugere que o principal desafio deixou de ser o acesso à inteligência artificial e passou a ser o uso qualificado dessa tecnologia. Enquanto a disponibilidade avança de forma acelerada, o retorno segue condicionado à gestão dos processos, ao preparo das equipes e ao acompanhamento de metas, elementos que, na avaliação de Pavesi, separam a adoção formal da transformação efetiva dos negócios.

Para mais informações, basta acessar: https://pavesiservicesusa.com/pt/index.html

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