
O Dia Internacional Combate à LGBTQIAP+fobia, celebrado no dia 17 de maio, foi marcado na Paraíba com a realização da 2ª Edição da Vivência Ballroom, no Cine Teatro São José, em Campina Grande. O encontro Ballroom é um lugar com momentos de troca de afetos, conscientização, politização, acolhimento e acesso aos serviços de proteção à população LGBT. Encontro onde há arte, cultura, dança, criatividade e acolhimento.
Em Campina Grande, o encontro Ballroom foi de trocas, informações e acesso aos serviços institucionais ofertados à população LGBTQIAPNb+ paraibana. Foram realizadas oficinas de Face, Runway e Baixa Costura, todas de forma gratuita e à noite ocorreu a CombatHIVaBall . A realização é do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana, por intermédio do Centro Estadual de Referência LGBTQIAPNb+ Luciano Bezerra, em parceria com a Casa da Baixa Costura.
Segundo a coordenadora do Espaço LGBT de Campina Grande, Laura Brasil, a cultura é o maior instrumento de acesso que a população LGBTQIAPNb+ tem encontrado para resistir e através da arte. “A dança, a música e a performance que a cultura Ballroom possibilita é um chamamento de resgate ao empoderamento e confiança independente de orientação sexual e/ou identidade de gênero. Ações institucionais como essa, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana, são fundamentais para o fortalecimento de vínculos e participação social”, afirma Laura Brasil.
A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, enfatiza que o dia 17 de maio é uma data emblemática de luta para a população LGBTQIAPNb+ pelo direito de ser e existir dignamente. “O Governo da Paraíba vem trazendo mais segurança e proporcionando mais inclusão e dignidade para toda a comunidade LGBTQIAPNb+, em todo o Estado, uma referência em políticas públicas para o país. Pensando nisso, realizamos um momento de trocas, informações e acesso aos serviços institucionais como os Espaços LGBTs, a Casa de Acolhida Cris Nagô para pessoas em situação de rua ou expulsos de casa e os Ambulatórios de Saúde Integral para Travestis e Transexuais Marcela Prado, em Campina Grande, e Fernanda Benvenutty, em João Pessoa, com atendimento especializado e respeitoso”, afirmou Lídia Moura.
A data marca o fim do uso do termo “homossexualismo” da lista de distúrbios mentais da Classificação Internacional de Doenças (CID) pela Organização Mundial de Saúde há 32 anos, por isso tornou-se simbolicamente a data internacional na luta pelos direitos da população LGBTQIAP+.
“Atualmente, a população LGBTQIAPNb+ ainda se encontra em situação de vulnerabilidade, onde as agressões verbais e físicas sofridas trazem danos à saúde mental dessas pessoas, podendo levá-las, inclusive, à morte. Os Espaços LGTBs Pedrinho, em João Pessoa e Luciano Bezerra, em Campina Grande, oferecem atendimento psicológico, jurídico e de assistência social, além de promover de ações como ‘Meu RG, Minha Cidadania’, dentre outras”, afirma Fernando Luiz, gerente de Direitos Sexuais LGBTQIAP+ da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana.






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