
A taxa de informalidade no mercado de trabalho do Piauí apresentou uma redução significativa e caiu para 49,5% no segundo trimestre de 2026, o que representa um recuo de 0,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando o índice marcava 50,2%. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), esta é a primeira vez que o indicador fica abaixo da marca de 50% no estado desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O resultado confirma uma trajetória de queda constante que vinha sendo registrada desde o quarto trimestre de 2020, período em que o pico da informalidade piauiense atingiu 59,3%.
Apesar do avanço histórico no cenário local, o Piauí ainda preserva a quinta maior taxa de informalidade do país, mantendo-se significativamente acima da média nacional, que fechou o trimestre em 37,4%. No ranking dos estados mais informais, o Piauí fica atrás apenas do Maranhão, que lidera com 56,9%, seguido por Pará com 55,9%, Amazonas com 51,7% e Bahia com 50,7%. Em contrapartida, as menores proporções de trabalhadores informais no Brasil foram apuradas em Santa Catarina, com 25,4%, no Distrito Federal, com 28,7%, e em Mato Grosso do Sul, com 29,2%.
No que se refere ao nível de desemprego, a taxa de desocupação no Piauí ficou em 8,3% no segundo trimestre, mantendo uma estabilidade em relação ao trimestre anterior. Esse percentual posiciona o estado com o quarto maior índice de desocupação do país, empatado com Pernambuco e superado apenas por Amapá, com 9,8%, e Bahia, com 9,1%. Em âmbito nacional, o desemprego recuou de 6,1% para 5,4%, representando uma queda de 0,7 ponto percentual e marcando o segundo menor índice da série histórica do IBGE, ficando acima apenas do registro de 5,1% observado no quarto trimestre de 2025.

Em Teresina, a taxa de desocupação acompanhou a tendência de estabilidade estadual e fixou-se em 7,1% no segundo trimestre. Entre as capitais da Região Nordeste, o desempenho da capital piauiense destacou-se como o terceiro menor índice de desemprego, ficando atrás somente de João Pessoa, que registrou 5,5%, e Natal, com 6,3%. No comparativo com todas as capitais brasileiras, Teresina ocupou a décima maior taxa, em uma lista encabeçada por Salvador com 11,4%, Macapá com 9,7% e Manaus com 8,9%. Além disso, o percentual de 7,1% figura como o quinto menor já registrado em Teresina desde 2012, ficando bastante distante do patamar máximo de 16% anotado no início de 2020 e do piso histórico de 5,2% alcançado no quarto trimestre de 2024.
O levantamento do IBGE também apontou uma retração relevante no volume de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas — conceito que engloba pessoas que exercem jornada inferior a 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais. O número de piauienses nessa condição caiu de aproximadamente 184 mil no primeiro trimestre para 148 mil no segundo trimestre, o que equivale a um recuo de 35 mil pessoas, ou uma queda de 19,1%. Contudo, mesmo com esse alívio expressivo, o Piauí ainda sustenta a maior proporção de subocupados do país: essas 148 mil pessoas representam 11,1% de todos os trabalhadores ocupados no estado, uma taxa bem superior à média nordestina de 7,3% e à nacional de 3,95%. No topo desse ranking, após o Piauí, aparecem a Bahia com 9,2%, Sergipe com 8,42% e o Pará com 7,6%, enquanto Santa Catarina teve o menor resultado nacional, com apenas 1,05%.
Por fim, no aspecto salarial, o rendimento médio mensal habitualmente recebido de todos os trabalhos no Piauí alcançou R$ 2.547 no segundo trimestre de 2026. O valor representa uma ligeira alta de R$ 10 em comparação com o rendimento médio verificado no mesmo período do ano passado, sinalizando estabilidade no poder de compra do trabalhador piauiense.
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