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Influenciadora trans Léa Reis é agredida em bar no Maranhão; polícia investiga o caso

Episódio ocorrido em Balsas gerou forte repercussão nas redes sociais; delegada afirma que agressão aconteceu sem provocação, enquanto defesa da suspeita alega reação a suposta importunação

09/08/2026 às 18h09
Por: Vanilson Brito
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Influenciadora trans Léa Reis é agredida em bar no Maranhão; polícia investiga o caso

A influenciadora digital trans cearense Léa Reis utilizou suas redes sociais no último sábado (8) para denunciar uma agressão física sofrida dentro de um estabelecimento comercial no município de Balsas, no Maranhão. Em um forte desabafo que rapidamente ganhou repercussão na internet, a criadora de conteúdo apareceu publicamente com o nariz sangrando e manchas de sangue nas mãos, relatando ter sido atacada por uma mulher logo após entrar no local, sem que houvesse qualquer explicação aparente para o ato violento.

O caso ganhou novos desdobramentos neste domingo (9) com o pronunciamento das autoridades policiais. A delegada responsável pelo caso, Ana Marisa Barbat, confirmou a agressão ocorrida no estabelecimento Agrobar após analisar as imagens do circuito interno. Segundo a autoridade policial, a jovem foi agredida sem sofrer provocação prévia e sem um motivo que justificasse a conduta.

Em paralelo, a administração do Agrobar emitiu uma nota oficial lamentando o ocorrido, repudiando qualquer forma de violência e garantindo que está colaborando ativamente com as investigações policiais para a total apuração dos fatos.

A mulher apontada como autora das agressões foi identificada como Écilla Ahuad Miranda, moradora do município e servidora do Ministério Público do Maranhão. De acordo com informações locais, o perfil de Écilla na rede social Instagram foi desativado logo após o episódio, e seu pai, o empresário Miranda Neto, informou que a filha está profundamente abalada com a repercussão do caso e optou por se afastar temporariamente da cidade.

Por meio de nota, a defesa de Écilla Ahuad confirmou que ela foi a autora da agressão, mas apresentou uma justificativa para o ato. Os advogados alegam que a cliente reagiu de forma imediata após o seu marido ter sido vítima de uma suposta importunação sexual dentro do bar. A defesa também negou categoricamente que o episódio tenha tido qualquer motivação preconceituosa ou discriminatória.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão, que irá confrontar os depoimentos e as imagens coletadas para esclarecer as reais circunstâncias do ocorrido.

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