
O balanço de vítimas após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 164 mortos e 971 feridos. Os números atualizados foram divulgados oficialmente nesta quinta-feira (25) pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez. De acordo com a mandatária, após os dois principais abalos ocorridos na quarta-feira (24), a região já registrou quase 30 tremores secundários (réplicas).
O cenário inicial divulgado pelas autoridades locais mencionava apenas 32 mortes, mas o número escalou rapidamente à medida que as buscas avançavam. Atualmente, mais de 500 equipes de emergência e resgate trabalham ininterruptamente na tentativa de localizar e retirar possíveis sobreviventes que continuam soterrados sob os escombros.
O primeiro tremor, que registrou 7,2 graus de magnitude, ocorreu no início da noite de quarta-feira, às 18h04 no horário local, com epicentro localizado a 21 quilômetros ao oeste de Morón, na região norte do país, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Menos de um minuto depois, a poucos quilômetros de distância do abalo inicial, um segundo terremoto ainda mais violento, de 7,5 graus de magnitude, sacudiu a região.
O USGS confirmou que este foi o abalo sísmico mais potente registrado em território venezuelano nos últimos 100 anos. O impacto provocou o desabamento total e danos estruturais graves em dezenas de edifícios, além de causar um apagão elétrico massivo em várias cidades, forçando milhares de moradores a passarem a noite nas ruas. Os abalos também comprometeram a infraestrutura do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende à capital Caracas, resultando no fechamento imediato do terminal aéreo. Diante da gravidade, o governo interino decretou estado de emergência nacional e classificou a cidade costeira de La Guaira como "zona de desastre".
Os reflexos da atividade sísmica cruzaram as fronteiras venezuelanas e foram sentidos em nações vizinhas. Na Colômbia, sirenes de alerta foram acionadas em diferentes localidades. No Brasil, os tremores foram nitidamente percebidos por moradores da região Norte, com relatos documentados nos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. Na capital amazonense, Manaus, a população foi surpreendida com a oscilação de estruturas e diversos edifícios comerciais e residenciais precisaram ser evacuados preventivamente.
Diante da tragédia, especialistas das Nações Unidas (ONU) fizeram um apelo formal às autoridades de Caracas para que desbloqueiem imediatamente o acesso total às redes sociais e aos meios de comunicação locais, uma medida considerada vital para otimizar a coordenação e a agilidade das tarefas de socorro.
A comunidade internacional se mobilizou rapidamente para oferecer suporte logístico e financeiro à Venezuela. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou profunda preocupação e consternação com os impactos do desastre e determinou que o Ministério das Relações Exteriores, em coordenação com a embaixada brasileira em Caracas, avalie as medidas de assistência humanitária imediatas que o Brasil pode fornecer para a reconstrução das áreas afetadas. De forma semelhante, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu suporte integral ao país sul-americano. Sob as diretrizes da Casa Branca, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou o envio imediato de insumos médicos, equipes especializadas em busca e salvamento e pacotes de ajuda humanitária. Outras nações da América Latina, além de parceiros globais como Espanha, Itália, China e Índia, também formalizaram canais de solidariedade e assistência emergencial à gestão de Delcy Rodríguez.
Venezuela Atualização: Terremotos de magnitude 7.5 deixam rastro de mortos, feridos e apagão geral
Internacional Defesa é desafio da política externa do Brasil, diz assessor
Internacional Argumentos dos EUA para impor tarifas “não são legítimos”, diz Vieira Mín. 23° Máx. 37°