
Junho é considerado o mês do orgulho LGBTQIAPN+, período marcado para celebrar, conscientizar e promover os direitos da comunidade. Entretanto, é notório que a luta é bastante árdua e influencia, principalmente, na saúde mental. Fatores como discriminação, falta de apoio social, estigma, rejeição familiar e experiências de trauma colaboram para o surgimento de depressão, ansiedade, transtornos alimentares, ideação suicida e abuso de substâncias. Segundo o professor do curso de Psicologia da UNINASSAU Jockey, Augusto Dantas, essa população compõe um dos grupos mais marginalizados da história, pois seus direitos básicos não foram assegurados.
“Oportunidades de trabalho, alimentação saudável, acesso a serviços básicos de saúde, moradia e educação seguem sendo negligenciados para a população LGBTQIAPN+. Onde não existem recursos mínimos para uma vida saudável, não existe saúde mental. Também existe o constante julgamento acerca da orientação sexual e de gênero, que viola direitos básicos e tem um impacto expressivo no desenvolvimento de jovens e adultos. Sem contar as violências praticadas cotidianamente. Inclusive, o Brasil tem um dos maiores índices de violência praticada contra as pessoas trans, por exemplo. Com isso, vivem em constante situação de risco e insegurança”, reflete.
Nesse sentido, segundo o psicólogo, torna-se fundamental um compromisso de toda a sociedade para que ocorram estratégias promovendo educação e respeito, sempre respeitando as diferenças. “Embora pareça utópico, precisamos de um compromisso da população como um todo, além de políticas públicas para assegurar o básico e possibilitar acesso a bens e serviços em pé de igualdade com a população heterocisnormativa. Deve-se aprender desde cedo a conviver com as diferenças. É preciso recursos para minimizar o preconceito e a discriminação”, afirma o professor da UNINASSAU Jockey, Augusto Dantas.
O psicólogo ainda aborda a importância de promover mais inclusão, saúde mental e evitar violências contra a população LQBTQIAPN+. “Educação de gênero e sexualidade é ensinar as pessoas em desenvolvimento a entenderem que elas convivem com as diferenças e estas devem ser respeitadas. Respeito e oportunidade é para todos e gênero é um marcador da identidade, não devendo ser um elemento que promova violências”.
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