
Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) acompanharam, nesta sexta-feira (12), o encerramento do segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado na Região Metropolitana de São Luís. O objetivo é apresentar os indicadores de infestações larvários do Aedes aegypti e a quantidade de imóveis com a presença larvas do mosquito.
“Ao final da ação será possível ter o resultado do índice, se alto, médio ou baixo. Com a identificação dos indicadores o Governo do Estado, em parceria com os municípios, poderemos elaborar estratégias de avaliação baseada nos resultados, visando a execução das medidas de controle e direcionamento de intervenções para o combate ao mosquito”, afirmou coordenador do Programa de Prevenção e Controle de Arboviroses da SES, Afonso Lopes.
Para a realização do LIRAa, os agentes de endemias obedeceram um fluxo em que são sorteados quarteirões e um quinto das casas são visitadas. Ou seja, enquanto um agente faz a inspeção em uma residência, o segundo está no quinto domicílio executando o mesmo procedimento e averiguações.
Durante a inspeção predial também são feitas orientações sobre o modo correto do descarte do lixo, limpeza de recipientes como cisternas e caixas d’água, bem como a vistoria diária em jarros de plantas, tudo para evitar focos de reprodução do mosquito transmissor das Arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.
O supervisor geral do Distrito 8 do município de São Luís, Raimundo Rocha, explicou como é a abordagem nas casas. “Caso seja encontrado foco do mosquito, este será coletado e enviado para análise a fim de determinar qual o tipo. As residências em que não forem encontrados focos do mosquito serão identificadas, para posteriormente receber nova visita de equipe dos agentes de endemias”, disse.
Para a dona Olga Dourado, de 67 anos, a vistoria dos agentes de endemias serviu para esclarecer os cuidados para não ter focos do mosquito em casa. “Assim a gente pode evitar doenças que podem levar à óbito, servindo também como forma de prevenção”, comentou.
Outra casa inspecionada na ação foi a do Olavo de Aguiar, de 60 anos. “É bom porque a gente tem que se prevenir. Graças a Deus nem eu nem meus familiares ficaram doentes este ano, mas quanto mais estivermos protegidos, melhor”, comentou Aguiar.
LIRAa
A realização do LIRAa também deverá impactar o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS), cujo objetivo é promover a melhoria das ações e serviços de Vigilância em Saúde, como iniciativa para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde. Até o ano passado, o indicador utilizado era o número de domicílios, neste é a realização do LIRAa.
“Isso significa que todos os municípios deverão fazer o levantamento, mas sem perder nenhum dos ciclos como critério para atender ao indicador. Com isso, os municípios são beneficiados com o envio de recursos feito pelo Ministério da Saúde, que serão utilizados na execução de iniciativas em Saúde destinadas à população”, complementou Afonso.
Até o ano passado os indicadores do Maranhão mostravam que aproximadamente 20 municípios sofriam com alagamentos e inundações. Em 2023 esse número mais que dobrou, indo para mais de 70 cidades. Com a baixa das águas após o período chuvoso, as áreas antes alagadas revelarão cenários que exigirão dos municípios estratégias que garantam a proteção da população e o enfrentamento ao mosquito.
De acordo com o Informe Semanal da SES, no período de 1º de janeiro a 6 de maio deste ano, foram identificados 2.264 confirmados para Dengue, em 153 municípios maranhenses; 909 para Chikungunya, em 86 municípios; e 36 para Zika Vírus em 41 municípios. No primeiro LIRAa de 2023, dos 215 municípios que realizaram o levantamento, 104 apresentaram risco médio, 63 de baixo risco e 48 de alto risco.
Ações
O combate ao mosquito Aedes deve ser diário. Especialistas orientam manter fechados os recipientes que acumulam água limpa, como tonéis, caixas e barris. Além disso, lavar semanalmente com água e sabão tanques, limpar as calhas para não criar poças d’água e encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los semanalmente.
Algumas outras medidas também são necessárias, como trocar água dos vasos e plantas, bem como dos potes onde os animais domésticos fazem uso. No momento do descarte, sobras em sacos plásticos em lixeiras fechadas, manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo e guardar pneus em locais cobertos.
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