
O mercado solar global atravessa uma fase de avanços tecnológicos relevantes, impulsionada pelo desenvolvimento de soluções com potencial para ampliar a eficiência, a flexibilidade e a competitividade da energia fotovoltaica. Parte dessas inovações pode impactar diretamente o mercado brasileiro, a depender de fatores regulatórios, da infraestrutura disponível e da viabilidade de adoção em larga escala.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil ultrapassou, em 2024, a marca de 52,2 gigawatts (GW) de potência operacional solar, considerando usinas de grande porte e geração distribuída. O crescimento representou um acréscimo de 14,3 GW em apenas um ano, consolidando o país entre os principais mercados globais da transição energética.
Entre as tecnologias emergentes que vêm ganhando destaque internacional estão as células solares em configuração tandem perovskita-silício, consideradas uma das principais apostas da indústria fotovoltaica para os próximos anos.
Em dezembro de 2025, a fabricante chinesa JinkoSolar anunciou eficiência de 34,76% em uma célula tandem perovskita-silício. Já a LONGi registrou eficiência de até 34,85% em células da mesma categoria, reforçando o avanço tecnológico do segmento. A evolução dessas soluções tende a ampliar a capacidade de geração energética por área ocupada, contribuindo para projetos em ambientes urbanos e locais com restrição de espaço.
Além do silício convencional, pesquisas também avançam no desenvolvimento de células solares de perovskita com características como menor peso, potencial flexibilidade e possibilidade de redução de custos produtivos.
No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), em parceria com o Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), divulgaram estudos voltados ao aumento da estabilidade e da durabilidade desses materiais, um dos principais desafios para sua aplicação comercial em larga escala.
As aplicações dessas tecnologias podem expandir o uso da energia solar para além dos telhados tradicionais, alcançando fachadas, janelas, estruturas arquitetônicas e superfícies curvas.
Outro eixo estratégico da transformação do setor está relacionado ao armazenamento de energia. O segmento de baterias vem apresentando crescimento acelerado, impulsionado pela busca por maior autonomia energética e estabilidade no fornecimento de eletricidade.
Segundo Flavio Abreu, CEO da i9 Solar, o avanço tecnológico deve ampliar significativamente as possibilidades de aplicação da energia fotovoltaica nos próximos anos.
"As novas tecnologias trazem ganhos importantes de eficiência e ampliam o potencial de integração da energia solar em diferentes contextos, desde projetos residenciais até aplicações corporativas e industriais mais complexas. O armazenamento também passa a ocupar um papel cada vez mais estratégico dentro desse cenário", afirma.
O executivo destaca ainda que a consolidação dessas inovações no Brasil dependerá da evolução regulatória e da capacidade técnica das empresas responsáveis pela implementação dos sistemas.
"A tendência é que o mercado brasileiro acompanhe parte dessas transformações globais de forma gradual. A adoção depende não apenas da tecnologia disponível, mas também de fatores como regulamentação, custo de implementação e adaptação à realidade energética nacional", completa.
A i9 Solar atua no segmento de soluções em geração e armazenamento de energia, contribuindo para a expansão de sistemas voltados à eficiência energética e à autonomia dos consumidores.
Para mais informações, basta acessar: https://www.i9solar.com/
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