
“Sou extremamente grato, a toda a equipe, por ter nos proporcionado esse reencontro e ter cuidado tão bem do meu filho”, agradeceu Antônio Alves
A busca por uma pessoa desaparecida é sempre angustiante. Cada dia é um novo começo nas buscas. É preciso manter a esperança no reencontro e na possibilidade de receber uma boa notícia. Felizmente, foi o caso de Antônio Alves, que soube pela equipe multidisciplinar da Casa de Cuidados do Ceará (CCC) que o filho Antônio Moraes estava internado no equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) gerido pelo Instituto de Saúde de Gestão Hospitalar (ISGH).
O rapaz desapareceu no dia do último jogo do Brasil na Copa do Mundo, em 9 de dezembro de 2022 e, desde então, Alves iniciou a procura pelo filho. “Cheguei a perder as esperanças e a achar que ele havia morrido, pois recebemos diversos trotes e nenhuma informação concreta”, lembra.
O paciente chegou à CCC no dia 28 de março sem conseguir falar, encaminhado de um hospital, com relatório que o declarava como vítima de agressão física, um ferimento na cabeça e outras sequelas. Ele mencionava que havia perdido o celular e não lembrava o número, o que se tornou ainda mais desafiador para a equipe.
“Ele estava registrado como ‘desconhecido’. Embora estivesse aparentemente orientado, não conseguia falar. Por meio de um trabalho de parceria entre o Serviço Social e a Terapia Ocupacional, buscamos formas de comunicação como mímicas, impressão de fotos dos bairros próximos ao local onde foi encontrado, tudo no intuito de obter dados sobre seus familiares e, assim, acionar a Rede Socioassistencial do Município”, explica Meyrianne Nogueira assistente social da CCC.
Durante o período em que esteve internado, o paciente teve acompanhamento com fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
Mesmo diante dos desafios, a equipe não mediu esforços para encontrar a família de Moraes. O Serviço Social buscou auxílio nos órgãos competentes, como a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde foi solicitada a realização de papiloscopia e exame de DNA.
Nesse período, uma técnica de Enfermagem da Casa de Cuidados viu a foto do paciente na rede social do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como desaparecido e o reconheceu. Então, foi agendado o reencontro com a família.
“É muito importante que os parentes registrem o desaparecimento junto aos órgãos competentes para facilitar o reconhecimento destes por parte da população”, acrescenta Nogueira.
Antônio Moraes estava assistindo a um filme no projeto Cine Pipoca CCC, quando a família chegou e a emoção tomou conta. “Sou extremamente grato a toda a equipe por ter nos proporcionado esse reencontro e ter cuidado tão bem do meu filho”, agradeceu Antônio Alves.
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