
A malha rodoviária do Piauí atravessa um processo de reestruturação que combina recomposição física das vias com a incorporação de ferramentas digitais de monitoramento. O programa é coordenado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) e estabeleceu como meta a recuperação integral das rodovias estaduais até o fim de 2026. Segundo o órgão, aproximadamente 90% das rodovias já passaram por intervenções, com investimentos que alcançam R$ 3,5 bilhões nos últimos três anos.
O volume de recursos foi aplicado em diferentes frentes. Além de ações de manutenção corretiva, o programa priorizou a restauração estrutural de trechos considerados críticos, com substituição de bases asfálticas comprometidas e adequação das condições de tráfego. A estratégia inclui também a ampliação da capacidade das rodovias, com projetos de alargamento voltados ao aumento do fluxo, especialmente em regiões onde há intenso transporte de carga.

“Para este ano, nosso foco, além da manutenção, é o alargamento de rodovias estaduais estratégicas, atendendo ao planejamento de aumentar a capacidade de tráfego, especialmente nas regiões produtoras. As equipes estão atentas, com ações preventivas, pois mais do que recuperar rodovias, nosso objetivo perpassa por um tráfego seguro. São obras que encurtam distâncias, reduzem o tempo de deslocamento e garantem mais segurança e conforto à população. Além disso, impactam diretamente na economia, com geração de emprego e renda, atração de investimentos e fortalecimento do turismo”, afirma Leo Sobral, diretor-geral do DER-PI.
No sul do Estado, a PI-391 concentra uma das principais intervenções em andamento. Com cerca de 70 km de extensão, o trecho liga os povoados Sangue e Pratinha, no município de Uruçuí, área de relevância para o escoamento da produção agrícola. Já na região de Picos, a pavimentação da PI-379 estabelece conexão com o município de Aroeiras do Itaim, ampliando o acesso a serviços e reduzindo o tempo de deslocamento entre as localidades.

Tecnologia como aliada
Paralelamente às obras físicas, o órgão passou a incorporar ferramentas digitais para acompanhamento da malha viária. Uma das iniciativas envolve a parceria com o aplicativo de navegação Waze, por meio da qual usuários podem acessar informações atualizadas sobre interdições, obras e condições de tráfego. O sistema também permite o envio de alertas pelos próprios motoristas, criando um fluxo contínuo de dados que auxilia na definição de prioridades das obras de manutenção.
Esse modelo amplia a capacidade de resposta das equipes técnicas, ao permitir intervenções mais rápidas em pontos críticos identificados em tempo real. A proposta é integrar o monitoramento digital às rotinas operacionais, estabelecendo um sistema de gestão que combine execução de obras com acompanhamento permanente das condições de uso.

Com a maior parte da malha já contemplada e novas frentes de trabalho previstas até 2026, o programa rodoviário do Piauí se estrutura em duas dimensões complementares: a recuperação física das vias e a construção de um sistema de gestão baseado em dados. Nesse cenário, a infraestrutura passa a ser tratada não apenas como suporte logístico, mas como elemento de organização territorial e de articulação econômica.
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