Os representantes do poder público estadual foram acompanhados por um grupo de empresários e industriais – como Fernando Cirino e Pio Rodrigues – liderado por Edgar Gadelha, diretor financeiro da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e presidente do Conselho Deliberativo da Associação Caatinga, entidade fundada em 1998, com o apoio do Fundo Samuel Johnson para a Conservação da Caatinga. O roteiro contou com uma visita à Reserva Natural Serra das Almas, mantida pela Associação Caatinga, com caminhada pela Trilha da Gameleira. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) possui 6.285 hectares e está localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI).
Na sequência, a secretária Vilma Freire realizou o lançamento do Plano de Manejo do Parque Estadual do Cânion Cearense do Rio Poti e apresentou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) celebrado entre a SEMA e a Associação Caatinga. O ACT visa o desenvolvimento de projetos e/ou programas que contribuam com a conservação e restauração florestal da Caatinga, bem como com a promoção do desenvolvimento sustentável e incremento da resiliência climática de comunidades situadas em área de abrangência de Caatinga.
Atualmente, a Associação Caatinga realiza três projetos socioambientais em parceria com a Sema. Trata-se do “Projeto de Recuperação da Fazenda Raposa”, em Maracanaú (CE), do “Projeto de Restauração da Área de Preservação Ambiental do Rio Maranguapinho”, em Maranguape (CE), e do “Caatinga Preservada: ampliando e melhorando a gestão das UCs na Caatinga Cearense”, que irá propiciar a criação de quatro unidades de conservação no Estado, além de promover ações de proteção ao Parque das Carnaúbas, unidade de conservação localizada em Granja (CE) e Viçosa do Ceará (CE).
O Parque Estadual do Cânion Cearense do Rio Poti, localizado entre os municípios cearenses de Crateús e Poranga, foi criado em 2021 por meio do Decreto Estadual nº 34.132, de 29 de junho de 2021, considerando a necessidade de preservação de um ecossistema natural de grande relevância ecológica e beleza cênica. A área, que é gerida pela SEMA, foi criada em 2021 a partir de um estudo técnico realizado pela Associação Caatinga.
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