
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nesta sexta-feira (23), seminário sobre “Mulheres e meninas na ciência”, no auditório Fernando Falcão, na sede Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), em São Luís.
O evento reuniu mulheres de diversas secretarias estaduais e demais instituições. O seminário levou para o debate, a necessidade de promover a igualdade de gênero e a inclusão no campo cientifico, além de inspirar e encorajar mulheres e meninas a seguirem carreira na ciência.
A subsecretária de Estado da Saúde, Liliane Neves, destacou a relevância da iniciativa. “Nós, mulheres, somos maioria enquanto população, mas enquanto ciência, de acordo com a ONU, somo apenas 35% de toda a comunidade científica no mundo. E, para o SUS, trazer esse movimento é de suma importância, porque nós temos como referência hoje, a doutora Nísia Trindade, que é a ministra da saúde, cientista, socióloga, que esteve à frente da Fundação Osvaldo Cruz e que, durante a pandemia, desenvolveu um excelente trabalho. Por último, desejo que as participantes aproveitem e despertem em algumas o interesse pela ciência para que possa contribuir com o nosso Estado e a sociedade”, pontuou.
As mesas redondas trabalharam o eixo "Gestão e educação em saúde", com o tema "Mulheres: onde, como e quando tiveram a voz na sociedade?" E ainda "SUS inclusivo: a representatividade das mulheres no SUS". A superintendente de saúde digital da SES, Mayra Nina, doutora em biodiversidade e biotecnologia, neta da primeira mulher negra a ter doutorado no Brasil, a sergipana, professora doutora Anaide Freitas, conduziu os debates para fortalecer a participação de mulheres e meninas na ciência.
“Mulheres e meninas na ciência é um tema transversal, que pode e deve ser discutido em todos os eixos, principalmente quando a gente fala do Sistema Único de Saúde. A secretaria buscou incentivar quem é servidora do Estado a fazer parte desse know-how de pessoas que estão estudando, analisando dados ou outros materiais para que possa estar sendo disponibilizado por meio de artigos, notas, livros para a sociedade como um todo”, frisou a doutora Mayra Nina.
A coordenadora de segurança comunitária dos batalhões escolares PROERJ, e das Patrulhas Estaduais Maria da Penha, a tenente-coronel PMMA Edhyelem Santos, ressaltou os impactos do evento. “Estou muito feliz de estar aqui porque o tema das mulheres e meninas na ciência é tão importante como a mulher no serviço policial. Justamente para mostrar que a presença feminina não é tirar espaço de ninguém, na verdade é ocupar um espaço que nos foi tirado durante séculos. Então é importante a gente falar sobre isso, de que as meninas têm direito a estarem nos espaços da ciência, das pesquisas, não somente nos espaços de cuidado, mas naqueles que mostram toda a sua capacidade como um todo”, disse.
Os dados da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) mostram, que das 56.732 propostas no Patronage (plataforma para solicitação de auxílios e bolsas), 30.338 são de mulheres e 2.605 das bolsas e auxílios vigentes, 1.406 são de mulheres.
Participaram ainda do evento, a secretária de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Lilian Raquel Silva; a coordenadora das Delegacias da Mulher, Kazumi Tanaka; a assessora da presidência da Alema, Conceição Marques; a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Wasti Cunha; o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Nordman Wall; a assessora do Viva Mulher, da Secretaria de Estado da Mulher, Fabiana Neves (Semu); a professora doutora em Saúde Coletiva e coordenadora do setor de Tecnologias Educacionais da Escola de Saúde Pública da SES, Elisa Santos Magalhães Rodrigues; o secretário Adjunto de Administração e Engenharia da SES, Hugo Leonardo Araújo Ferro e a secretária Adjunta de Finanças da SES, Nauana Mara Fabiano Campos.
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
A data foi definida em 22 de dezembro de 2015, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar a sociedade de que a ciência e a igualdade de gênero precisam andar lado a lado. Além disso, ela contribui para dar visibilidade ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS-5) da Agenda 2030 da ONU.
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