
Dados apresentados nesta terça-feira (12) por representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mostram o Maranhão em destaque na região Nordeste com um total de 88 programas de pós-graduação oferecidos em nove amplas áreas do conhecimento.
Além disso, o estado registrou um notável crescimento de 125% em seus programas de mestrado, um feito significativo que o posiciona em evidência no ranking da região. O Governo do Estado, por meio Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) tem contribuído para o crescimento e o fortalecimento da pós-graduação no Estado, por meio da linha de ação ‘Mais Qualificação’ que tem feito fortes investimentos nessa área com o apoio do Governo Federal.
Os dados foram mostrados durante a Oficina de Construção da Agenda Nacional de Formação de Recursos Humanos de Alto Nível e de Prospecção sobre Inovações na Pós-Graduação, promovida pela Capes com o apoio da Fapema.
O evento, realizado na Fapema, foi conduzido pelos representantes da Capes, Júlio César Piffero e Márcio de Castro, e reuniu representantes do setor público, empresarial, da sociedade civil organizada e a comunidade acadêmica em torno de debates e temas estratégicos para investimento na formação e fixação de mestres e doutores, e atração de pós-doutores, considerando as potencialidades e os desafios locais. As contribuições da comunidade maranhense vão compor o novo Plano Nacional de Pós-Graduação para o quinquênio 2024 – 2028.
A escuta qualificada, promovida pela Capes em todos os estados brasileiros, é importante pela contribuição efetiva da massa intelectual do Maranhão na construção deste documento norteador e assim, somar, efetivamente, com o desenvolvimento do Estado e do país.
O presidente da Fapema, Nordman Wall, avaliou a importância em sediar o evento nacional e fazer com que o Maranhão esteja fortemente inserido nas decisões que vão nortear o planejamento nacional de pós-graduação. “Neste sentido, o Governo do Estado, o governador Carlos Brandão, por meio da Fapema, vem contribuindo com este avanço, ao fomentar uma série de pesquisas e promover a ampliação das formações, somando na qualificação dos mestres e doutores para o Maranhão”.
A oficina foi aberta pelo coordenador-geral de Fomento e Ações Estratégicas da Capes, Júlio César Piffero, que destacou a inovação do processo, com a presença do órgão nacional em todas as unidades da federação. “Isto, para que possamos colher, com mais eficiência, as prioridades que vão orientar a formação de recursos humanos e as inovações que precisam ocorrer na pós-graduação”, disse.
Júlio César Piffero frisou ainda, o papel da Fapema nessa construção. “A Fundação se consolida nesse processo de construção coletiva, que vai definir temas estratégicos, dentro do que o Maranhão já desenvolve, e complementar essa agenda do Plano Nacional de Pós-Graduação”, reiterou.
“Essa parceria Capes e Fapema é muito firme e se fortalecerá, ainda mais. O Maranhão se destaca com seus 85 programas de pós-graduação, contemplando as nove grandes áreas do conhecimento, que garantem um grande potencial de formação. E também, o crescimento nos programas de mestrado, em 125%, que, comparados ao demais estados do Nordeste, coloca o Maranhão em posição superior”, destacou o coordenador de Fomento e Ações de Redução de Assimetrias da Capes, Márcio de Castro.
Durante o evento a superintendente de Programas Líder do Maranhão 2050, da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento(Seplan), Bruna Lersch, fez uma apresentação sobre ‘Identificação/visualização de potencialidades e de estratégias de desenvolvimento prioritários no Maranhão’.
As discussões foram conduzidas em oficinas temáticas, proporcionando o diálogo sobre os temas prioritários para o Maranhão, que demandam investimentos na formação e pela fixação de mestres e doutores. Foram debatidas ainda, formas de atração de pós-doutores, bem como potenciais em inovações necessárias à pós-graduação.
Debates
Para o vice-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Paulo Catunda, a pós-graduação deve estar mais perto das empresas, da sociedade e sair dos muros das universidades. “Essas intelectualidades devem fazer a diferença no estado, sendo inseridos em diversos segmentos e impulsionando o desenvolvimento”, frisou.
A pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Zefinha Bentivi, pontuou que, “formar mestres e doutores é fundamental e deve ter como consequência, a transformação da sociedade, assim como, discutir possibilidades para a transformação social, fato, para mudar as realidades, sobretudo, das populações mais vulneráveis”.
“Muito significativo esse momento de debates, sobretudo, pelo Maranhão integrar a Amazônia Legal e a Capes está olhando para os projetos voltados a esta região. O Ifma conta com seis programas de pós-graduação e outros dois estão por vir, trazendo grande colaboração a este segmento no estado, com essas experiências”, avaliou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma), Rogério Teles.
O vice-presidente da Associação de Jovens Empresários (AJE-MA), Felipe Mesquita, apontou o evento “como meio para capilarizar as expertises, a fim de definir as possibilidades das formações, com foco também no segmento empresarial”.
Já para o representante da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Josué Guimarães, “promover a maior participação deste público na construção destas políticas é necessário ao macroprojeto de desenvolvimento nacional”.
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