
A biomédica, Bruna Barbosa, ao centro da imagem (da esquerda para a direita), foi uma das participantes da capacitação
A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), autarquia vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), capacitou mais uma turma do curso básico de Diagnóstico Parasitológico Humano da Doença de Chagas. A formação aconteceu de forma híbrida em Iguatu, cidade a 365 quilômetros de Fortaleza.
No primeiro dia, os participantes tiveram acesso à parte teórica de forma remota, depois o cronograma seguiu com atividades práticas no laboratório de microbiologia da Universidade Regional do Cariri (Urca).
De acordo com a coordenadora da capacitação, Erilaine Corpes, a iniciativa, que é realizada pela Gerência de Educação Permanente em Saúde (Geduc), foi destinada a farmacêuticos e biomédicos com atuação no município do Centro-Sul e em cidades da região do Cariri cearense.
“Há uma necessidade em capacitar esses profissionais que atuam em laboratórios municipais, policlínicas e hospitais dessa Região, para que possam realizar, de modo eficaz, o diagnóstico parasitológico da doença de Chagas em seus respectivos territórios, além de desenvolverem ações de vigilância no ambiente de trabalho”, explica.
Ampliando os conhecimentos
Para a biomédica, Bruna Barbosa, que também é pós-graduanda em Hematologia Clínica e coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Orós, a capacitação serviu para ampliar a visão dela em relação à doença.
“Tivemos a oportunidade de aprofundar os nossos conhecimentos, alinhando os saberes científicos com a prática laboratorial. Agora, temos a missão de fortalecer a vigilância dessa patologia”, reflete.
O curso básico ocorreu entre os últimos dias 21 e 25 de agosto. As vagas foram destinadas à Superintendência Regional de Saúde (SRS) Cariri e preenchidas de acordo com a necessidade dos municípios que recebem as análises dos exames de doenças de Chagas.
Transmitida, principalmente, por meio do inseto “barbeiro”, protozoário denominado Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas apresenta alguns sintomas como febre, crescimento do baço e do fígado, aparecimento de gânglios e alterações elétricas do coração ou inflamação das meninges em casos graves.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a transmissão da doença se dá pelas fezes que o “barbeiro” deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada.
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