
O Congresso Nacional fica iluminado na cor vermelha nesta segunda-feira (19) pelo Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2008, como forma de chamar a atenção para a doença, que é genética, hereditária e caracterizada por alterações no sangue.
Os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para o cérebro, pulmões, rins e outros órgãos. A enfermidade não tem cura e pode provocar o comprometimento das principais funções do organismo, caso o portador não receba a assistência adequada.
Entre as complicações da doença não tratada estão anemia crônica, crises dolorosas associadas ou não a infecções, retardo do crescimento, infecções e infartos pulmonares, acidente vascular cerebral, inflamações e úlceras.
Diagnóstico
O diagnóstico precoce é feito na triagem neonatal com a realização do teste do pezinho. Entre os principais sintomas em pessoas com anemia falciforme estão crises de dor, síndrome mão-pé, infecções, úlceras nas pernas (frequentemente próximas ao tornozelo) e sequestro de sangue no baço.
Os sintomas podem se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.
Tratamento
Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado, baseado em um programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente.
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