
A Paraíba contará em breve com um Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS (Cieges), uma ferramenta que vai possibilitar a ampliação e agilidade da assistência à população. Para tanto, nesta terça (30) e quarta-feira (31), técnicos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) estão promovendo uma oficina sobre o Cieges, no auditório do Hemocentro, em João Pessoa.
O objetivo da oficina é construir um Centro de Inteligência Estadual para apoiar a tomada de decisão em relação às demandas da saúde em tempo oportuno. De acordo com a secretária executiva de Saúde, Renata Nóbrega, quando as informações circulam em vários sistemas não é possível gerir as demandas de maneira integrada. “Reunir essas informações em um único sistema vai permitir que se tenha uma visão mais ampla da saúde e, assim, a tomada de decisões será feita considerando vários fatores e não pontos isolados”, esclareceu.
Ela afirma que o Cieges vai garantir o cálculo fiel dos atendimentos e demandas e pode melhorar a assistência para a população. “Com essa nova contabilização, poderemos postular recursos que vão ampliar os atendimentos para toda a população. Tudo isso de forma ainda mais transparente e organizada”, finalizou.
Conforme o gerente de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Kleyber Dantas, com a implantação do Centro de Inteligência, os gestores da Saúde estadual terão a possibilidade de monitorar os dados, em tempo integral, sendo ferramenta fundamental para a tomada de decisão rápida em momentos de crise na saúde.
“Hoje, tudo isso ocorre de forma manual. Com o Centro de Inteligência será tudo automatizado, agilizando, cada vez mais, os atendimentos aos usuários do SUS”, disse o gerente que ainda explicou: “A próxima ação é reunir todos os gerentes executivos e operacionais para a construção de painéis e relatórios que serão automatizados no Centro de Inteligência”.
Os assessores técnicos do Conass, Sandro Terabe e Juliane Alves, e o coordenador de Administração e Finanças, já realizaram essa mesma oficina em mais seis estados do país: Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.
“Primeiro é feita a oficina com a proposta de criar os Centros de Inteligência dos estados e, logo em seguida, daremos o suporte aos gestores e gerentes e todos os atores envolvidos na tomada de decisão em relação à saúde de seus estados”, pontuou o técnico Sandro Terabe.
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