
Em entrevista ao vivo concedida ao Jornal Verdes Campos 2ª Edição, nesta sexta-feira (10), o secretário de Estado da Justiça do Piauí, Heitor Bezerra, destacou os avanços estruturais e operacionais no sistema penitenciário estadual ao longo dos últimos anos. A conversa foi transmitida pelo canal do YouTube @verdescamposat, além de emissoras afiliadas de rádio, sinal via satélite e pelo aplicativo GFPlay.
Ao lado do diretor da Polícia Penal, Reginaldo Moreira, o secretário ressaltou que a atual gestão tem priorizado a reestruturação do sistema carcerário, com foco na ampliação de vagas e melhoria das unidades prisionais.
Heitor Bezerra afirmou que o seu trabalho segue uma linha de continuidade iniciada em 2023, ainda na gestão do coronel Carlos Augusto, e conta com o apoio do governador Rafael Fonteles.
De acordo com os dados apresentados, o sistema penitenciário do estado possuía cerca de 3 mil vagas até 2023, número que deve dobrar até o final de 2026, chegando a aproximadamente 6 mil vagas. O secretário classificou esse avanço como um marco histórico: “Foram 40 anos para se construir 3 mil vagas. Agora, em apenas quatro anos, vamos entregar mais 3 mil.”
Diante disso, o secretário reforçou que, além da ampliação física das unidades, o governo também tem investido na organização e no fortalecimento do sistema penitenciário, buscando maior controle, segurança e eficiência na gestão. “A pauta sobre justiça e sistema prisional segue como prioridade na agenda estadual, com novos projetos e ações previstas para os próximos anos.”, revelou.
Ressocialização
Com atividades voltadas aos detentos, com a oferta de cursos profissionalizantes, a Secretaria da Justiça do Piauí (Sejus) prepara os internos para ter mais oportunidades no mercado de trabalho após cumprirem sua pena.
O secretário ressalta que o trabalho e a educação têm transformado vidas no sistema prisional do Piauí. “O nosso foco é fazer um trabalho útil no sistema prisional, que o preso possa ali dentro aprender um trabalho ou curso profissionalizante para que ele possa levar quando sair da penitenciária. Identificamos que 20% dos detentos não sabiam ler e escrever. Então, decidimos investir na educação dos internos. Fazemos a nossa parte, prendendo, oferecemos uma atividade de aprendizagem, curso profissionalizante e quando deixar o sistema prisional, ele terá a oportunidade de emprego aqui fora”, concluiu.
O diretor da Polícia Penal, Reginaldo Moreira destacou também o compromisso da gestão em transformar o sistema prisional do Piauí e a vida dos internos, ao permitir aos internos adquirir habilidades e competências necessárias para viverem uma nova realidade. “Não podemos perder a parte da segurança, cumprindo o rigor da lei, com respeito a ordem e a disciplina, mas também oferecendo alternativas para o detento buscar uma qualificação”, disse.
Ele afirmou ainda que o Piauí é referencia hoje no quesito ressocialização no país. “Temos frente de trabalho não só na parte agrícola, ofertamos também oficinas de malharia, marcenaria, panificação, construção civil, entre outras. A expectativa é que esses presos possam devolver minimamente a sociedade algo de positivo”, finalizou.

Justiça STJ rejeita uso de inteligência artificial como prova em ação penal
Perícia Perícia reafirma morte de Fernanda Lages como suicídio após 15 anos
Justiça RJ: STF decide se eleição para mandato-tampão será direta ou indireta Mín. 22° Máx. 30°