
O Brasil voltou a registrar aumento no financiamento de venture capital depois de dois anos de retração. De acordo com um estudo da KPMG, repercutido pela Forbes, o montante registrado no primeiro trimestre de 2025 foi de US$ 562 milhões, um aumento de 21% em relação aos US$ 464 milhões no quarto trimestre de 2024.
O mercado de venture capital é o segmento de investimentos focado em empresas jovens, inovadoras e com alto potencial de crescimento, geralmente startups. Em vez de emprestar dinheiro como um banco, o investidor de venture capital compra uma participação (equity) na empresa. Ele se torna sócio com a expectativa de que, no futuro, essa empresa valerá muito mais e, então, poderá vender sua participação com lucro.
"A retomada do mercado de venture capital está diretamente ligada a uma combinação de fatores macroeconômicos e setoriais. A estabilização gradual dos juros, maior previsibilidade econômica e ajustes de valuation após o período de euforia trouxeram mais racionalidade ao mercado", analisa Thyago Guimarães, CEO da DinPayz.
Guimarães diz que houve uma mudança relevante no perfil das startups que buscam capital. Hoje, os investidores priorizam eficiência operacional, geração de receita recorrente e modelos de negócio sustentáveis. No setor financeiro, a digitalização estrutural da economia continua avançando, o que mantém o segmento atrativo mesmo em ciclos mais conservadores, pontua o CEO.
Nesse contexto, o executivo menciona que fintechs voltadas à infraestrutura de pagamentos, embedded finance (integração de serviços financeiros em plataformas não financeiras) e soluções B2B (de negócio para negócio) passaram a ter posição de destaque nos investimentos.
"Essas empresas não dependem exclusivamente da aquisição massiva de consumidores finais, mas atuam como base tecnológica para outras empresas operarem serviços financeiros. Isso reduz a volatilidade e amplia o potencial de escala via parcerias estratégicas", diz Guimarães.
Em comparação, as fintechs voltadas ao consumidor final geralmente exigem investimentos maiores em marketing, aquisição de clientes e subsídios para ganhar escala. Já as fintechs de infraestrutura operam em modelo B2B, com contratos recorrentes e integração direta à operação de outras empresas.
Guimarães cita como exemplo a própria DinPayz, que atua como infraestrutura financeira para empresas que buscam aumentar seus lucros criando seu próprio ecossistema de pagamentos sem necessariamente precisarem fazer um grande investimento.
"Por meio de uma estrutura voltada à infraestrutura e ao atendimento B2B, a empresa busca se posicionar em um segmento estruturante do mercado financeiro, participando do crescimento da digitalização dos pagamentos e da expansão do embedded finance no país", explica o CEO.
O executivo considera que o avanço das normas do BC, a consolidação do Open Finance (sistema que permite o compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições) e a evolução das regras para o setor ajudaram a criar um ambiente mais seguro para investidores institucionais.
"Quando o arcabouço regulatório é claro, o risco jurídico diminui e o planejamento estratégico se torna mais consistente. Para investidores, isso significa menor incerteza estrutural e maior confiança na sustentabilidade do modelo de negócio ao longo do tempo", afirma o CEO da DinPayz.
Para saber mais, basta acessar o site da DinPayz: https://www.dinpayz.com.br/
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