
Estudos recentes mostram que a maior parte das metas relacionadas à saúde, bem-estar e desempenho é abandonada ainda nas primeiras semanas do ano. Dados da plataforma Strava indicam que cerca de 80% das resoluções de ano-novo são abandonadas por volta do segundo fim de semana de janeiro e que apenas 8% das pessoas conseguem manter suas metas até fevereiro. O fenômeno, recorrente a cada janeiro, acende um alerta para empresas e lideranças sobre os limites de estratégias baseadas apenas em objetivos individuais, sem acompanhamento contínuo no ambiente corporativo, impactando diretamente engajamento, desenvolvimento e performance ao longo do ano.
A desistência precoce não está necessariamente ligada à falta de disciplina individual, mas à ausência de suporte estruturado e de acompanhamento ao longo do tempo, avalia Pedro Rodrigues, Chief Revenue Officer da Alice. De acordo com ele, metas definidas de forma isolada tendem a perder força quando não contam com condições organizacionais que favoreçam escolhas saudáveis de maneira contínua.
"O período de desistência revela um problema maior do que a falta de disciplina individual. Ele mostra o quanto as empresas ainda têm oportunidade de ajudar as pessoas a cuidarem da sua saúde. Quando metas fracassam, o impacto aparece em engajamento, produtividade e afastamentos ao longo do ano. Para as organizações, apoiar a saúde não é sobre campanhas pontuais, mas sobre criar condições contínuas para que as pessoas consigam sustentar escolhas saudáveis"
afirma o executivo.
Pesquisas em saúde comportamental reforçam essa leitura. Um estudo publicado em 2024 no International Journal of Environmental Research and Public Health aponta que a falta de apoio e monitoramento está associada a taxas mais altas de abandono de metas de saúde, enquanto intervenções com suporte contínuo aumentam a adesão e a manutenção de comportamentos saudáveis ao longo do tempo. Sem visibilidade sobre a evolução da saúde física e emocional, tanto pessoas quanto organizações tendem a identificar problemas apenas quando eles já se agravaram.
O uso de indicadores contínuos de saúde surge como uma alternativa a esse modelo. Ao permitir o acompanhamento periódico de hábitos, sinais de desgaste emocional e padrões de comportamento, esse tipo de abordagem desloca o foco das intenções para a observação de tendências reais ao longo do ano. A Alice, por exemplo, utiliza uma ferramenta própria que permite o acompanhamento contínuo.
"O acompanhamento contínuo muda a relação das pessoas com os próprios objetivos. Em vez de esperar que algo dê errado para agir, conseguimos identificar sinais de desgaste emocional, cansaço ou desorganização da rotina antes que a desistência aconteça"
explica Pedro Rodrigues. No nível organizacional, dados agregados e anonimizados ajudam áreas de pessoas e lideranças a identificar pontos de atenção recorrentes e a planejar ações preventivas de forma mais consistente.
Para 2026, a conclusão que se consolida é que metas de bem-estar dificilmente se sustentam sem estrutura, acompanhamento e ambiente favorável. Mais do que iniciativas concentradas no início do ano, a saúde passa a ser tratada como um processo contínuo, que exige atenção constante ao longo de toda a jornada de trabalho, ampliando a capacidade das empresas de agir preventivamente antes que questões de saúde se traduzam em afastamentos, queda de desempenho ou rotatividade.
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