
O Ministério da Agricultura informou que o governo brasileiro concluiu as negociações fitossanitárias que estabeleceram os requisitos para a exportação de feijão-comum (carioca e mungo) e feijão-fradinho para Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão. A abertura desses mercados ocorre em um momento de forte desempenho das exportações brasileiras do grão.
Em 2024, segundo a pasta, as exportações totais do Brasil para esses destinos somaram US$ 38 milhões, com destaque para a Armênia, principal compradora, responsável por US$ 26,3 milhões. Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 519 novas oportunidades de exportação desde o início de 2023.
Embora o feijão represente uma fatia menor da pauta exportadora quando comparado a outras commodities agrícolas, os embarques vêm crescendo de forma consistente. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou cerca de 501 mil toneladas de feijão, volume recorde desde o início da série histórica, em 1997, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).
Esse avanço nas vendas externas contrasta com o ritmo mais lento do mercado interno. Em novembro, as negociações domésticas seguiram pontuais, com compradores focados principalmente na reposição de estoques. Segundo analistas do Cepea, a demanda interna permanece cautelosa, enquanto o excedente encontra maior escoamento no mercado internacional.
“A abertura de novos mercados ajuda a dar sustentação ao setor justamente em um período de menor dinamismo no consumo doméstico”, avalia o Cepea.
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